Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
InvestMercadosBDR
05/08/2026
4 min

Disney fecha trimestre em alta com Toy Story 5; lucro sobe 21%

Companhia cresce com Toy Story 5 e Disney+; receita total sobe 7% e lucro dos segmentos, 21%

Disney fecha trimestre em alta com Toy Story 5; lucro sobe 21%

A Walt Disney Company apresentou um resultado sólido no terceiro trimestre fiscal de 2026, impulsionada pelo desempenho de seus filmes, pelo avanço do streaming e pela força dos parques. As ações (DIS) reagem subindo 3,09% no pré-mercado, em Nova York, na manhã desta quarta-feira, 5.

A receita total da companhia chegou a US$ 25,2 bilhões no período, alta de 7% em relação aos US$ 23,7 bilhões registrados um ano antes. Já o lucro operacional dos segmentos avançou 21%, para US$ 5,6 bilhões, superando as expectativas da própria empresa e reforçando a confiança para o ano.

Cinema impulsiona entretenimento

O entretenimento foi beneficiado pelo desempenho de produções cinematográficas e pela evolução das plataformas digitais. O principal destaque foi Toy Story 5, lançado em junho, que ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria global e levou a franquia a superar US$ 4 bilhões em arrecadação histórica.

O sucesso do filme também ajudou outras áreas do negócio. A Disney registrou o maior crescimento trimestral em receita de produtos de consumo em cinco anos ou 20 trimestres, além de aumento no engajamento do Disney+, com mais de 2 bilhões de horas assistidas da franquia na plataforma.

Mas nem todos os lançamentos tiveram o mesmo desempenho. Produções como "Star Wars: The Mandalorian and Grogu" e o novo filme da Moana ficaram abaixo das expectativas nas bilheterias. Ainda assim, a companhia destacou que esses conteúdos continuam gerando valor por meio de atrações nos parques e vendas de produtos.

No streaming, a receita de assinaturas de vídeo sob demanda cresceu 11%, passando para US$ 5,53 bilhões. Especificamente a receita de assinaturas cresceu 15%, indo de US$ 4,11 bilhões para US$ 4,71 bilhões. Com isso, o Disney+ encerrou o trimestre com margem operacional de 13%.

ESPN bate recordes de audiência

O segmento de esportes, liderado pela ESPN, teve um trimestre de forte audiência, com as finais da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA, em inglês) e da Liga Nacional de Hóquei (NHL, em inglês). Todavia, houve impacto do aumento dos custos de programação.

A ESPN também alcançou seu melhor mês de junho em alcance digital, chegando a quase 230 milhões de fãs únicos nos EUA. Apesar do desempenho comercial, o lucro operacional da divisão caiu 17%, para US$ 858 milhões, ante US$ 1,03 bilhão um ano antes.

A queda foi explicada pelo aumento nos custos de direitos esportivos, incluindo a renovação de contratos como o da NBA, além de disputas relacionadas à distribuição de conteúdo.

A Disney também segue ampliando a integração da ESPN ao ambiente digital, com mais conteúdos sendo incorporados ao Disney+ e investimentos para transformar o aplicativo da rede em uma plataforma central para fãs de esportes.

Menos turistas internacionais

A área de experiências, que reúne parques temáticos e cruzeiros, também manteve ritmo forte de crescimento. A receita da divisão cresceu 10%, para quase US$ 10 bilhões no trimestre.

A frota de cruzeiros ganhou capacidade com a chegada dos navios Disney Destiny e Disney Adventure, aumentando em cerca de 50% o número de cabines disponíveis.

O lucro operacional do segmento avançou 20%, chegando a US$ 3 bilhões, apoiado pelo aumento do gasto per capita dos visitantes nos parques domésticos e por um maior volume de público local.

Esse resultado compensou o impacto negativo da menor presença de turistas internacionais, que voltou a pressionar o desempenho no período, embora em ritmo menos intenso do que o observado no trimestre anterior.

Apesar de uma desaceleração nos parques da Ásia, a companhia destacou o bom desempenho da Disneyland Paris após a inauguração da área temática "World of Frozen" e manteve uma visão positiva para o quarto trimestre.

Disney amplia uso da IA

A Disney também destacou investimentos em inteligência artificial para melhorar processos criativos e operações nos parques. Ferramentas estão sendo usadas para acessar conhecimento acumulado da companhia e realizar simulações no desenvolvimento de novos projetos.

Na estratégia financeira, a companhia anunciou a venda de sua participação de 50% na A+E Global Media por cerca de US$ 1,2 bilhão. Os recursos serão destinados à recompra de ações.

A companhia também elevou sua meta de recompra de ações para o ano fiscal de 2026 para pelo menos US$ 9 bilhões, respaldada pela expectativa de um crescimento de, aproximadamente, 12% no lucro por ação ajustado no período.

A Disney também manteve a projeção de crescimento de dois dígitos para o indicador no ano fiscal de 2027.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
Distribuído por