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EconomiaACSFII
01/10/2026
4 min

Dividendo de 11,3%: Estes são os fundos imobiliários (FIIs) recomendados pelo BTG para outubro

O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para outubro, retirando o HGBS11 da seleção e reduzindo as participações em RBRY11 e BRCO11 em 3% e 2%, respectivamente. Em contrapartida, o banco incluiu o KNHF11 no portfólio e aumentou a alocação em VILG11 e VISC11 em 1% e 2%, na […]

Dividendo de 11,3%: Estes são os fundos imobiliários (FIIs) recomendados pelo BTG para outubro

O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para outubro, retirando o HGBS11da seleção e reduzindo as participações em RBRY11e BRCO11em 3% e 2%, respectivamente.

Em contrapartida, o banco incluiu o KNHF11 no portfólio e aumentou a alocação em VILG11e VISC11 em 1% e 2%, na ordem.

Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo explicaram que o HGBS11 já tinha menor representatividade na carteira e foi retirado devido a um ajuste na exposição ao segmento de shopping centers, tanto em relação ao peso da alocação quanto à quantidade de FIIs.

Nesse contexto, a dupla afirmou ter priorizado o VISC11, diante do potencial de retorno e da geração de renda recorrente do veículo.

KNHF11 entra na carteira

Já com a entrada do KNHF11, o BTG iniciou uma exposição a hedge funds (fundos imobiliários multiestratégia) na carteira recomendada.

Segundo o banco, o veículo negocia com desconto acima de sua média histórica e apresenta distribuição de rendimentos considerada “sólida”.

“A grande vantagem de um FII hedge fund está na liberdade de mandato: o fundo consegue capturar a valorização dos imóveis e, ao mesmo tempo, gerar renda com ativos de crédito”, afirmaram os analistas.

“Enquanto a carteira de tijolo oferece exposição a empreendimentos reais bem localizados — com potencial de ganho via reajuste de aluguéis e eventuais vendas —, a alocação em CRIs sustenta o carrego e a previsibilidade de proventos”, acrescentaram.

No caso do KNHF11, o BTG destacou a distribuição linearizada de R$ 1 por cota, guidance entre R$ 0,95 e R$ 1,05 e reserva acumulada de R$ 1,58 por papel, fatores que, de acordo com os analistas, dão maior previsibilidade ao fluxo de dividendos.

Ajustes no RBRY11, BRCO11 e VILG11

Já as demais movimentações na carteira refletem, de acordo com os analistas, “ajustes estratégicos diante do cenário macroeconômico e setorial”.

Segundo a dupla, a redução em RBRY11 é justificada por uma postura mais rigorosa em relação ao crédito estruturado, enquanto, no segmento logístico, a alteração de posição no BRCO11 e no VILG11 busca ampliar a exposição a teses com maior potencial de captura de valor.

O momento dos FIIs

O BTG destacou que setembro foi marcado por uma reprecificação dos juros globais, diante da combinação entre atividade econômica americana ainda resiliente e preços elevados do petróleo.

No Brasil, ponderou que o cenário também ficou mais desafiador ao longo do mês, embora a desaceleração da atividade e a melhora inicial da inflação tenham aberto espaço para a continuidade do ciclo de cortes da Selic, com o Copomreduzindo a taxa básica para 13,75% ao ano.

Para outubro, o banco avalia que o ambiente deve continuar marcado por elevada sensibilidade aos dados econômicos dos Estados Unidos, à geopolítica e ao cenário político e fiscal brasileiro.

Entre os FIIs, a leitura dos analistas é de que os investidores continuam demonstrando aversão a risco diante da combinação de juros ainda elevados, incertezas domésticas e externas, mudanças na dinâmica dos fluxos e preocupações com o risco de crédito.

Nesse contexto, a dupla afirmou que, para os fundos de tijolo, em especial, há uma “assimetria favorável”, diante dos descontos em relação às médias históricas da categoria.

Desempenho

Em setembro, a carteira recomendada de FIIs do BTG registrou queda de 0,82%, ante recuo de 0,20% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da bolsa de valores (B3).

No acumulado de 2026, porém, o desempenho do portfólio do banco é positivo em 0,48%, contra desvalorização de 0,53% do indicador referencial (benchmark).

Além da variação das cotas, a carteira entregou um dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de 11,3% no mês passado.

Confira os FIIs indicados pelo BTG Pactual para outubro:

Fundo Peso Segmento Dividend yield anualizado
BTCI11 6,0% Recebível 14,0%
KNCR11 14,0% Recebível 13,0%
KNIP11 14,0% Recebível 8,7%
RBRY11 2,0% Recebível 14,5%
MCCI11 8,0% Recebível 12,7%
VILG11 5,5% Galpão logístico 10,7%
BRCO11 2,5% Galpão logístico 9,8%
BTLG11 13,0% Galpão logístico 9,8%
HGLG11 3,0% Galpão logístico 9,5%
BRCR11 4,5% Laje corporativa 11,8%
PVBI11 5,0% Laje corporativa 6,7%
KNHF11 5,0% Hedge fund 13,0%
GZIT11 2,5% Shopping center 12,0%
HSML11 2,0% Shopping center 10,8%
VISC11 6,0% Shopping center 9,8%
TRXF11 7,0% Renda urbana 15,5%
Total 100% — 11,3%
AutorIgor Grecco
FonteMoney Times
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