Dividendo de 11,5%: FII ligado ao Banco do Brasil (BBAS3) mantém tese positiva, diz analista, que também aponta os riscos

O BB Investimentos manteve a visão positiva para o fundo imobiliário BB Renda Corporativa (BBRC11), destacando que o veículo segue com estrutura contratual sólida e geração de renda elevada.
Em relatório, o analista André Oliveira apontou que o FII, criado em 2011, tem o objetivo de adquirir imóveis para adaptá-los e alugá-los aoBanco do Brasil (BBAS3), pelo prazo inicial de 10 anos (contrato atípico), proporcionando aos cotistas rendimentos advindos da locação.
Atualmente, o fundo conta com 21 empreendimentos em seu portfólio, todos situados no estado de São Paulo, sendo 18 ocupados pela instituição financeira, dois em reforma e um sem inquilino.
Segundo o analista, boa parte desses ativos é considerada “de boa qualidade e bem localizada”, sendo, inclusive, utilizada para o atendimento do público de alta renda por meio do segmento BB Estilo.
Apesar disso, Oliveira destaca que muitos contratos foram renovados ao longo do tempo, migrando de atípicos para típicos (isto é, de menor prazo).
Esse movimento, de acordo com ele, não chega a ser necessariamente negativo, “dado que o portfólio do veículo é composto por imóveis inseridos em regiões com alta demanda”.
Mesmo assim, o analista reconhece que os contratos atípicos ofereciam maior previsibilidade e estavam, em muitos casos, acima dos valores de mercado, o que contribuiu para alguma oscilação recente na receita por metro quadrado (m²).
Riscos à vista
O relatório ainda aponta que, em abril de 2026, o fundo apresentava taxa de ocupação de 94,5%, com cerca de 80% dos contratos vencendo após 2029.
O dividend yield também se mantém elevado, próximo de 13%, influenciado por uma movimentação relevante com a venda da Agência Indianópolis. Desconsiderando esse efeito, o rendimento recorrente é estimado em cerca de 11,5%.
Apesar disso, a casa diz que a gestão passiva limita eventuais ganhos adicionais por meio da reciclagem de carteira e aponta que existe um “risco claro de concentração” em um único inquilino e segmento.
“Ao projetarmos um cenário de maior digitalização bancária nos próximos anos, entendemos que o BBRC11 reúne condições para buscar alternativas de rentabilização do portfólio, ainda que eventuais mudanças estratégicas dependam de aprovação em assembleia”, afirma Oliveira.
Entre outros pontos de atenção, o analista cita a baixa liquidez no mercado secundário e a negociação da cota em linha com o valor patrimonial (P/VP).
