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05/08/2026
4 min

Dividendos à vista? Prio (PRIO3) tem geração de caixa forte no 2T26 e alimenta apostas

Na contramão das demais petroleiras do Ibovespa (IBOV), a Prio (PRIO3) avança nesta quarta-feira (5) após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os números, vistos como sólidos pelos analistas, foram bem recebidos pelo mercado e há a percepção de que a forte geração de caixa pode, no futuro, levar a mais […]

Dividendos à vista? Prio (PRIO3) tem geração de caixa forte no 2T26 e alimenta apostas

Na contramão das demais petroleiras do Ibovespa (IBOV), a Prio (PRIO3) avança nesta quarta-feira (5) após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os números, vistos como sólidos pelos analistas, foram bem recebidos pelo mercado e há a percepção de que a forte geração de caixa pode, no futuro, levar a mais dividendos.

Os analistas consideram que, com a forte geração de caixa, os próximos passos da Prio envolvem estabelecer uma política de pagamento de dividendos.

A petroleira reportou lucro líquido de US$ 413,3 milhões no 2T26, uma alta de 169% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo aumento da produção e pela redução dos custos operacionais

O Ebitda da Prio atingiu um recorde de US$ 847,1 milhões, avanço de 239% na comparação anual. Já a receita líquida somou US$ 1,2 bilhão, crescimento de 160% na mesma base de comparação.

Outro destaque do resultado foi a queda do lifting cost (custo de extração), que recuou para US$ 8,9 por barril, redução de 5% em relação ao trimestre anterior e de 36% na comparação anual. No segundo trimestre de 2025, esse custo era de US$ 13,8 por barril.

Por volta das 12h24 (horário de Brasília), PRIO3 avançava 1,66% (R$ 59,42). Na máxima, a ação chegou a subir 2,63% (R$ 59,99).



Olhos nos dividendos

O Citi considera que o conjunto de dados da Prio no 2T26 foi sólido, com destaque para a forte geração de fluxo de caixa livre (FCF) de US$ 440 milhões durante o trimestre, que deu suporte ao desembolso de US$ 114 milhões na recompra de 9,3 milhões de ações. Ao olhar para o dado anualizado, o fluxo de caixa livre recorrente implica em rendimentos próximos de 18%.

“Mantemos nossa visão positiva para a companhia, uma vez que esperamos resultados operacionais ainda melhores nos próximos trimestres”, afirma o banco.

Além disso, a expectativa dos analistas Gabriel Barra, Pedro Gama e Andrés Cardona é de nova redução dos custos de extração com o início da operação do gasoduto de Peregrino e o aumento da produção da Prio.

“Combinando cenário operacional favorável, enxergamos uma geração recorrente de fluxo de caixa livre bastante atrativa e uma elevada probabilidade de pagamento de dividendos nos próximos períodos, considerando o rápido processo de desalavancagem da companhia”, detalha o Citi.

O banco considera, inclusive, que a Prio deve anunciar uma política de remuneração aos acionistas nas próximas semanas ou meses. “Por outro lado, a evolução dos preços do petróleo continua sendo o principal fator de risco para a tese de investimento”, pondera.

O Citi tem recomendação de compra para Prio, com preço-alvo de R$ 66, o que implica um potencial de valorização de quase 13% em relação ao fechamento anterior.

Petróleo segue como risco

O Bradesco BBI também avaliou o resultado da Prio como sólido, destacando a forte geração de caixa e as perspectivas operacionais positivas.

Para o banco de investimentos, ao olhar para o Ebitda, o resultado foi impactado por maiores impostos de exportação e royalties, que ofuscaram o aumento das receitas decorrente dos maiores preços do Brent e de volumes mais fortes.

Além disso, o preço-alvo da ação pelo BBI foi atualizado para R$ 56 para o final de 2027, o que resulta em uma potencial desvalorização de 4%, incorporando uma expectativa de forte remuneração aos acionistas via dividendos e recompras, além de ajustes nas projeções de longo prazo para o barril de petróleo.

“Contudo, mantemos recomendação neutra por enxergarmos a Prio mais exposta a eventuais volatilidades de curto prazo no preço do petróleo”, diz.

Ainda pode melhorar

O BTG Pactual considera que o fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) da Prio foi sólido, mas que o resultado ainda não “reflete plenamente o potencial de geração de FCFE“, ao olhar para o elevado nível de investimentos (capex) e a maior necessidade de capital de giro registrada no 2T26.

“Esperamos uma melhora do FCFE nos próximos trimestres, principalmente porque acreditamos que o capex deverá seguir uma trajetória de redução, ao menos até alguns meses antes do início da campanha de desenvolvimento de Albacora Leste (ABL), prevista para o segundo semestre de 2027”, afirma o banco.

No curto prazo, a expectativa é de necessidade mais limitada de capital para as perfurações em Frade e para a conclusão dos poços e da conexão (tie-back) do projeto Arapuçá, em Albacora Leste.

Embora a petroleira ainda não tenha anunciado uma política formal de dividendos, o BTG avalia que a administração deve fornecer mais detalhes sobre sua estratégia de alocação de capital durante a teleconferência de resultados de amanhã.

O BTG mantém a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 72 para os próximos 12 meses, o que implica um potencial de valorização de 23% em relação ao fechamento anterior.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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