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EconomiaACSFII
03/11/2026
4 min

Dividendos de 11,5%: Veja 15 fundos imobiliários (FIIs) para ter na carteira em novembro, segundo o BTG

O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para novembro, retirando o RBRY11 da seleção e reduzindo em 0,5% a participação em GZIT11. Em contrapartida, o banco aumentou as alocações em KNHF11, KNCR11 e MCCI11 em 1%, 1% e 0,5%, respectivamente. Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo […]

Dividendos de 11,5%: Veja 15 fundos imobiliários (FIIs) para ter na carteira em novembro, segundo o BTG

O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para novembro, retirando o RBRY11 da seleção e reduzindo em 0,5% a participação em GZIT11.

Em contrapartida, o banco aumentou as alocações em KNHF11, KNCR11e MCCI11 em 1%, 1% e 0,5%, respectivamente.

Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo afirmaram que as mudanças buscam adequar o risco do portfólio diante de um cenário estruturalmente mais desafiador para os ativos domésticos, marcado pelas preocupações com a trajetória fiscal brasileira e pela alta dos juros futuros.

No caso da saída do RBRY11, a dupla ressaltou que o fundo já tinha uma participação menor na carteira e que a posição foi desmontada em razão de um ajuste na exposição ao segmento de crédito estruturado, que tende a apresentar maior sensibilidade no curto prazo.

Nesse contexto, o BTG ponderou que priorizará teses high grade (de menor risco), como KNCR11 e MCCI11, que apresentam uma relação risco-retorno “mais favorável”, especialmente sob a perspectiva da geração de renda.

Quanto ao KNHF11, os analistas elogiaram o portfólio diversificado do veículo e o desconto acima de sua média histórica, fatores que justificaram o aumento marginal da exposição ao FII.

O momento dos fundos imobiliários

No relatório, o BTG também destacou que outubro foi marcado por uma reprecificação dos juros globais, diante da combinação entre atividade econômica ainda resiliente nos Estados Unidos, inflaçãopersistente e tensões geopolíticas.

No Brasil, o banco apontou que o mês foi pautado pelaeleição presidenciale pela forte reprecificação dos ativos domésticos.

“Após a valorização da bolsa e do real, impulsionada pelas expectativas de ajuste fiscal, a reeleição do presidente Lula provocou uma reversão abrupta, com circuit breaker, alta do do dólar e abertura da curva de juros”, escreveram Oliveira e Araujo.

Segundo os analistas, para os fundos imobiliários, esse movimento eleva o retorno exigido pelos investidores e aumenta a concorrência com a renda fixa.

“Após a recuperação observada nos FIIs nas semanas anteriores, a correção também refletiu realização de lucros e revisão de carteiras. A volatilidade pode persistir, a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica”, afirmaram.

Fundamentos saudáveis

Apesar da instabilidade, o BTG avalia que os fundamentos dos principais segmentos imobiliários permanecem relativamente saudáveis.

Nos escritórios, o banco destacou que a demanda por espaços de qualidade e a baixa atividade construtiva favorecem imóveis localizados em regiões consolidadas.

Na logística, a elevada ocupação e o crescimento dos aluguéis sustentam um cenário operacional positivo.

Já nos shoppings, o ambiente de consumo mais desafiador exige acompanhamento, embora empreendimentos competitivos e uma base diversificada de lojistas ofereçam alguma proteção às receitas dos FIIs.

Nos fundos de recebíveis, a preferência da casa recai sobre operações high grade, com devedores sólidos e garantias adequadas, enquanto as high yield exigem, na avaliação do banco, cautela adicional.

Desempenho

Em outubro, a carteira recomendada de FIIs do BTG registrou queda de 2,71%, ante recuo de 2,89% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3.

No acumulado de 2026, o portfólio do banco registra desvalorização de 2,24%, enquanto o indicador de referência (benchmark) perde 3,41%.

Além da variação das cotas, a seleção da casa entregou um dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de 11,5% no mês passado.

Confira os FIIs indicados pelo BTG Pactual para novembro:

Fundo Peso Segmento Dividend yield anualizado
BTCI11 6,0% Recebíveis 13,8%
KNCR11 15,0% Recebíveis 12,9%
KNIP11 14,0% Recebíveis 8,4%
MCCI11 8,5% Recebíveis 13,4%
VILG11 5,5% Galpão logístico 11,0%
BRCO11 2,5% Galpão logístico 10,4%
BTLG11 13,0% Galpão logístico 9,9%
HGLG11 3,0% Galpão logístico 9,4%
BRCR11 4,5% Laje corporativa 12,4%
PVBI11 5,0% Laje corporativa 7,3%
KNHF11 6,0% Hedge fund 13,3%
GZIT11 2,0% Shopping center 12,5%
HSML11 2,0% Shopping center 11,3%
VISC11 6,0% Shopping center 10,2%
TRXF11 7,0% Híbrido 16,8%
AutorIgor Grecco
FonteMoney Times
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