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02/09/2026
5 min

Dividendos de até 14,6%: os FIIs recomendados pelo BTG para setembro

O BTG Pactual reforçou a exposição aos fundos imobiliários de recebíveis em sua carteira recomendada para setembro. O portfólio reúne 16 FIIs, apresenta dividend yield anualizado de 11,8% e tem como objetivo combinar renda mensal com ganho de capital. Para o mês, o banco retirou o Pátria Recebíveis Imobiliários (RBRR11) da seleção e reduziu a […]

Dividendos de até 14,6%: os FIIs recomendados pelo BTG para setembro

OBTG Pactual reforçou a exposição aos fundos imobiliários de recebíveis em sua carteira recomendada para setembro. O portfólio reúne 16 FIIs, apresenta dividend yield anualizado de 11,8% e tem como objetivo combinar renda mensal com ganho de capital.

Para o mês, o banco retirou o Pátria Recebíveis Imobiliários (RBRR11) da seleção e reduziu a participação no HSI Malls (HSML11). Em contrapartida, aumentou as posições no Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Kinea Índices de Preços (KNIP11) e Vinci Shopping Centers (VISC11).

Com os ajustes, os fundos de recebíveis continuam representando 47% da carteira. Na sequência aparecem os galpões logísticos, com 25%; os shopping centers, com 11,5%; as lajes corporativas, com 9,5%; e o TRX Real Estate (TRXF11), com 7%.

Por que o RBRR11 deixou a carteira?

Segundo o BTG, a posição no RBRR11 foi desmontada diante da provável incorporação do fundo pelo Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11).

Na avaliação do banco, a operação pode modificar tanto a dinâmica de negociação das cotas quanto o perfil de risco da tese. A retirada ocorreu apesar da avaliação positiva sobre a qualidade da carteira de crédito do fundo.

Já a posição no HSML11 foi reduzida de 4% para 2% como parte de um rebalanceamento do portfólio.

Os recursos foram direcionados principalmente aos fundos da Kinea. A participação do KNCR11 subiu um ponto percentual, para 14%, enquanto o peso do KNIP11 avançou dois pontos, também para 14%.

O BTG destaca a liquidez dos dois fundos e a capacidade da gestora de estruturar as próprias operações. Essa característica, segundo o banco, permite maior controle sobre os ativos, negociação de garantias adicionais e obtenção de taxas mais atrativas.

A posição no VISC11, por sua vez, dobrou de 2% para 4%. O fundo conta com uma carteira diversificada de shopping centers maduros e pode gerar ganhos adicionais com a venda e a reciclagem de ativos.

Veja a carteira recomendada de FIIs do BTG para setembro

Fundo Segmento Peso Dividend yield anualizado
Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) Recebíveis 14,0% 13,9%
Kinea Índices de Preços (KNIP11) Recebíveis 14,0% 12,5%
BTG Pactual Logística (BTLG11) Galpões logísticos 13,0% 9,8%
Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) Recebíveis 8,0% 12,6%
TRX Real Estate (TRXF11) Renda urbana 7,0% 14,1%
BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11) Recebíveis 6,0% 13,7%
Pátria Crédito High Yield (RBRY11) Recebíveis 5,0% 14,6%
Pátria VBI Prime Properties (PVBI11) Lajes corporativas 5,0% 7,0%
Vinci Logística (VILG11) Galpões logísticos 4,5% 10,4%
Bresco Logística (BRCO11) Galpões logísticos 4,5% 9,6%
BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11) Lajes corporativas 4,5% 12,2%
Vinci Shopping Centers (VISC11) Shopping centers 4,0% 9,8%
Pátria Logística (HGLG11) Galpões logísticos 3,0% 9,5%
Hedge Brasil Shopping (HGBS11) Shopping centers 3,0% 10,9%
Gazit Malls (GZIT11) Shopping centers 2,5% 12,2%
HSI Malls (HSML11) Shopping centers 2,0% 10,6%

Entre os FIIs selecionados, o RBRY11 apresenta o maior dividend yield anualizado, de 14,6%. Logo depois aparecem TRXF11, com 14,1%, e KNCR11, com 13,9%.

A carteira negocia, em média, a 0,89 vez o valor patrimonial, o que representa desconto de aproximadamente 11%. A liquidez média é de R$ 10,3 milhões por dia.

Selic menor, mas risco fiscal ainda pesa

Para o BTG, agosto consolidou a percepção de desaceleração da economia brasileira, acompanhada por sinais de melhora na inflação.

O banco cita o corte da Selic para 14% ao ano e a composição mais favorável dos índices de preços, com alívio em alimentos, vestuário e serviços intensivos em mão de obra. Dados como IBC-Br, Caged e IPCA-15 também reforçaram a perda de força da atividade, ainda sem indicar uma recessão.

O cenário favorece principalmente os vencimentos mais curtos da curva de juros, beneficiados pela desinflação e pela expectativa de novos cortes da Selic.

O quadro fiscal, entretanto, continua limitando a queda dos juros mais longos. O BTG destaca que o déficit primário, o crescimento da dívida pública e as incertezas sobre a execução do Orçamento de 2027 mantêm elevada a percepção de risco.

A volatilidade eleitoral também deve permanecer no radar dos investidores. Nesse ambiente, a chamada Superquarta de setembro — com decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central — será importante para definir o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e o espaço para novos cortes da Selic.

Carteira supera o IFIX em agosto e no ano

Em agosto, a carteira do BTG recuou 0,95%, mas superou o desempenho do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), que caiu 1,46%.

No acumulado de 2026 até agosto, a seleção registra alta de 1,31%, ante queda de 0,33% do IFIX. Desde o início do histórico, em julho de 2019, o portfólio acumula valorização de 65,68%, enquanto o índice avança 43,28%.

Além da variação das cotas, a carteira entregou rendimento mensal equivalente a 90,7% do CDI em agosto. Quando considerada a isenção de Imposto de Renda dos dividendos para pessoas físicas, a equivalência sobe para 106,7% do CDI, segundo os cálculos do BTG.

AutorJuliana Caveiro
FonteMoney Times
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