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CarreiraACS
16/09/2026
4 min

Do analista ao presidente na mesma trilha: como funciona a educação corporativa feita sob medida

Bancos, telecom, pagamentos e varejo já usam o modelo In Company da Saint Paul para formar líderes

Do analista ao presidente na mesma trilha: como funciona a educação corporativa feita sob medida

Um curso pronto para 41 analistas recém-saídos do trainee de um banco não serve para reunir 400 líderes de supervisão a presidência em uma companhia de pedágio, e o programa que forma gerentes bancários há 15 anos não resolve a urgência de uma operadora de telecom que precisa capacitar 10 mil pessoas em cibersegurança.

Empresas com desafios tão diferentes, no entanto, têm recorrido à mesma escola para resolver o problema: a Saint Paul In Company.

O modelo funciona como um serviço sob encomenda. Em vez de vender uma grade fechada de disciplinas, a Saint Paul primeiro mapeia o momento da empresa, sua cultura e o perfil do público, para só então desenhar o conteúdo, a carga horária e o formato do programa.

O resultado aparece em números concretos: o Bradesco já formou mais de 2.300 colaboradores em 65 turmas desde 2010, e a Sem Parar Corpay reuniu quase 400 líderes em um único evento de mais de 30 horas.

Como funciona uma trilha sob medida

O ponto de partida de qualquer programa In Company é um diagnóstico: quais competências a empresa precisa fortalecer, que momento de negócio ela atravessa e qual o perfil de quem vai participar. A partir daí, a Saint Paul monta jornadas que podem combinar encontros presenciais, online ou híbridos, com trilhas adaptadas ao contexto de cada organização.

"Analisamos o momento da empresa, sua cultura, os desafios prioritários e o perfil do público para construir uma solução aderente à realidade do negócio", diz Christiane Rodrigues, vice-reitora de In Company da Saint Paul.

Foi esse processo de diagnóstico que levou a Sem Parar Corpay a fechar com a Saint Paul depois de avaliar ao menos três instituições de educação executiva.

Pesou a favor a capacidade de entregar, em um único formato, uma experiência para quase 400 pessoas de níveis hierárquicos distintos ao mesmo tempo, sem cair no conteúdo genérico. Já a TIM optou por dividir a própria Cyber Academy em quatro trilhas diferentes dentro do mesmo programa, uma para cada perfil de exposição ao risco digital, do colaborador comum ao administrador de sistemas.

LEIA MAIS: Conheça o programa de In Company da Saint Paul

Quem pode participar: do trainee ao C-level

A Saint Paul estrutura o In Company em três frentes de conteúdo (liderança, inteligência artificial para negócios e finanças corporativas) e em cinco níveis de organização: alta liderança, média liderança, primeira liderança, especialistas e analistas, e trainees ou talentos em formação.

Essa segmentação aparece nos próprios cases. O Programa Carreira Acelerada do Itaú foi desenhado para 41 analistas que acabaram de sair do trainee, começando por um módulo sobre ambidestria organizacional e liderança transformacional.

Já o Acelerando o Futuro, da Ipiranga, mira um público mais sênior: coordenadores e especialistas com cerca de cinco anos de casa, selecionados por um processo que inclui apresentação diante de uma banca de diretores. No outro extremo, o Leadership Summit da Sem Parar Corpay reuniu, na mesma sala, gestores da supervisão à presidência.

"Nós conhecemos as dores e os desafios do negócio; eles trazem a expertise para transformar essas necessidades em uma experiência de alto nível para nossas lideranças", diz Daniel Campos, CHRO da Sem Parar Corpay.

Qual o perfil de empresa que já usa o modelo

Não há um setor ou porte único entre as empresas que contratam o In Company. Bancos como Itaú e Bradesco usam o modelo para formar talentos internos com visão técnica e comportamental.

A Sem Parar Corpay, do setor de pagamentos e mobilidade, e a Ipiranga, no setor de combustíveis, recorreram à Saint Paul para acelerar carreiras e reter quem já está pronto para liderar.

A Edenred, que atende mais de 1 milhão de clientes corporativos em 44 países, criou em 2022 um programa próprio de liderança chamado LEA para lidar com decisões rápidas em ciclos curtos. A TIM usou o formato para treinar cerca de 10 mil pessoas em cibersegurança de uma só vez.

O que une essas empresas não é o setor, mas o momento: todas cresciam, mudavam de modelo de negócio ou enfrentavam uma lacuna de liderança grande demais para um curso pronto resolver.

"Quando você faz algo com a sua cara, fica mais eficiente", diz Douglas Pina, vice-presidente de RH da Edenred Brasil, sobre a decisão de desenvolver um programa próprio com a Saint Paul em vez de contratar uma formação padronizada.

LEIA MAIS: Saiba como desenhar um programa In Company para a sua empresa

Para as seis empresas, o programa não termina na sala de aula: aparece depois, nos indicadores que cada RH escolheu acompanhar, seja o índice de percepção de marca da Sem Parar Corpay, seja as promoções internas registradas pela Ipiranga.

AutorRaphaela Seixas
FonteExame
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