Do minério aos dividendos: 4 ações que podem ganhar destaque daqui para frente
https://youtu.be/wSBpDSbIysg A temporada de balanços chega ao fim com a maior parte das companhias divulgando seus resultados. Nesta semana, o Money Picks apresenta as ações que realizaram mudanças internas e revisitaram suas projeções do início do ano. Descubra se é hora de comprar ou vender. 1. Gerdau (GGBR4) A Gerdau busca fortalecer novamente sua operação […]

A temporada de balanços chega ao fim com a maior parte das companhias divulgando seus resultados. Nesta semana, o Money Picks apresenta as ações que realizaram mudanças internas e revisitaram suas projeções do início do ano. Descubra se é hora de comprar ou vender.
1. Gerdau (GGBR4)
A Gerdau busca fortalecer novamente sua operação no Brasil, reduzindo a dependência dos resultados da América do Norte. A estratégia envolve ganhos de eficiência, reorganização de ativos e novas oportunidades de crescimento, enquanto a operação brasileira ainda enfrenta demanda fraca, juros elevados e pressão sobre margens.
A XP elevou as projeções de Ebitda para 2026 e 2027 e estabeleceu preço-alvo de R$ 30 para o fim de 2027, enquanto o Itaú BBA passou a recomendar neutro, apesar de elevar o preço-alvo de R$ 27 para R$ 29. Para o BBA, parte da melhora já está refletida na ação, enquanto a XP aposta na geração de caixa e na recuperação da operação brasileira.
2. Vale(VALE3)
A Vale enfrenta pressão com o minério de ferro próximo de US$ 95 por tonelada, o que já afeta seus resultados. No 2T26, o lucro líquido caiu 43%, para R$ 6,8 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 3,3%, para R$ 18,5 bilhões. Por outro lado, a receita avançou 6,4%, beneficiada pelos metais básicos.
Apesar dos riscos, Bradesco BBI e BTG mantêm recomendação de compra, com preços-alvo de R$ 97 e R$ 90, respectivamente. A expansão do cobre é vista como uma alternativa ao minério, mas ainda insuficiente para compensar sua fraqueza. Para os bancos, uma estabilização do minério e melhora da demanda chinesa seriam importantes catalisadores para a ação.
3. Axia Energia (AXIA3)
O Itaú BBA vê a queda recente das ações da Axia Energia como uma oportunidade de entrada e elevou o preço-alvo de R$ 50,30 para R$ 75,20, mantendo recomendação de compra. A tese considera que a capacidade das hidrelétricas de ajustar a geração conforme a demanda pode aumentar o valor da companhia em momentos de preços elevados de energia.
O banco também projeta forte remuneração aos acionistas, com possibilidade de distribuição de até R$ 20 bilhões por ano entre 2027 e 2030, equivalente a um dividend yield médio de cerca de 13%. Apesar dos riscos regulatórios, políticos e relacionados à contratação de energia, o BBA vê espaço para valorização com a melhora dos preços de energia e da geração de caixa.
4. Eli Lilly (LILY34)
A Eli Lilly segue crescendo impulsionada pelos medicamentos contra obesidade Mounjaro e Zepbound. No 2T26, a receita chegou a US$ 23 bilhões, alta de 48% em um ano e acima das expectativas, enquanto a companhia elevou a projeção de receita para 2026 para US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões.
A próxima aposta é a retatrutida, que concluiu os estudos de fase 3 e pode ter pedido de aprovação nos EUA no primeiro trimestre de 2027. Com novos medicamentos, forte crescimento e uma ação negociada a cerca de 28 vezes o lucro esperado, abaixo da média de 37 vezes dos últimos cinco anos, a Empiricus mantém recomendação de compra para LILY34.
O Money Picks vai ao ar toda segunda-feira, às 8h, no canal do YouTube do Money Times.
*Com supervisão de Juliana Américo
