Do setembro morno ao Uptober: Saiba o que esperar do ‘melhor mês’ para o bitcoin (BTC) e as criptomoedas
O fim de setembro passou a régua na valorização das carteiras dos investidores naquele mês. Para o bitcoin (BTC), o saldo foi positivo: a criptomoeda avançou 6,36% no período. Apesar da alta, ela pode ser considerada fraca em comparação a outros meses. Olhando em um espaço de tempo um pouco maior, o acumulado no trimestre […]

O fim de setembro passou a régua na valorização das carteiras dos investidores naquele mês. Para obitcoin (BTC), o saldo foi positivo: a criptomoeda avançou 6,36% no período. Apesar da alta, ela pode ser considerada fraca em comparação a outros meses.
Olhando em um espaço de tempo um pouco maior, o acumulado no trimestre mostra um resultado mais animador. A criptomoeda subiu mais de 42%, saindo dos US$ 61.215 para os US$ 87.180, de acordo com levantamento do CryptoRank.
“O movimento de recuperação iniciado em 19 de agosto ganhou continuidade e, desde então, o bitcoin voltou a apresentar uma performance superior à de seus principais pares, como S&P 500, Nasdaq e ouro”, comenta Luis Kuniyoshi, analista de criptoativos da Empiricus.
Parte desse movimento pode ser explicada, segundo o analista por um ambiente de liquidez quesegue relativamente favorável, apesar da alta dos juros nas principais economias do planeta. Kuniyoshi explica que o diferencial de juros (spreads) continua historicamente baixo, enquanto as bolsas americanas estão próximas das máximas.
“Em outras palavras, o custo do dinheiro aumentou, mas ainda não vemos sinais claros de uma deterioração significativa das condições financeiras ou da confiança na economia”.
De semtebro a ‘Uptober’: O que esperar do bitcoin (BTC)
Apesar do mês “morno”, os eventos ocorridos em setembro prepararam o terreno para o Uptober, que, historicamente, é um dos melhores meses para o bitcoin.
Vale mencionar que alguns fatores — que vão desde o fechamento do trimestre até a proximidade do final do ano — tentam explicar o Uptober. No entanto, não existe um único fator que explique ou corrobore para esse movimento, sendo muitas vezes atribuído a apenas um “costume” do mercado.
“Agora, depois da forte valorização, o bitcoin passa por um processo natural de consolidação próximo dos US$ 83 mil. A região entre US$ 82,5 mil e US$ 83 mil se tornou uma faixa importante para a manutenção da estrutura recente. Para que o movimento ganhe mais sustentabilidade, seria saudável observar uma nova perna de alta liderada primeiro pelo bitcoin, acompanhada por continuidade da demanda nos ETFs e, posteriormente, por uma nova rotação de capital para as altcoins”, explica Kuniyoshi.
Para outubro, a Empiricus segue com uma visão positiva para o mercado. Além dos fatores que vêm sustentando o movimento até aqui, a sazonalidade também joga a favor: historicamente, outubro é o mês em que o Bitcoin mais vezes encerrou no positivo e também apresenta a melhor mediana de retornos.
“Isso, por si só, não garante uma nova alta, mas adiciona mais um elemento favorável a um cenário que, por enquanto, continua construtivo”.
Vale lembrar que, além do ambiente macroeconômico relativamente mais estável, fatores próprios do mercado de criptomoedas também contribuíram para a alta.
No campo regulatório, SEC e CFTC continuaram avançando em interpretações e iniciativas que trazem maior clareza ao setor. O Clarity Act, principal marco legislativo aguardado pelo mercado, permanece travado no Senado, o que torna esses avanços administrativos mais frágeis e sujeitos a mudanças, mas, ainda assim, a discussão anima os investidores. “A própria estrutura de mercado também ajudou. Ao longo do mês, movimentos de short squeeze liquidaram investidores posicionados na queda do Bitcoin e os forçaram a recomprar o ativo em níveis mais altos, acelerando a valorização”, explica.
