Dobráveis em 2026 e o iPhone dobrável: vale a pena comprar um foldable agora?

O celular dobrável voltou a se tornar um queridinho. Em 2026, a tecnologia que parecia coisa de ficção científica já tem modelos sólidos no mercado, e a principal novidade da vez promete ser o iPhone dobrável, o lançamento mais aguardado da história da Apple.
Mas será que já chegou a hora de investir em um foldable? Neste guia, explicamos como esses modelos funcionam, para qual público valem a pena e quais são os melhores modelos disponíveis.
Por que os dobráveis voltaram com tanta força?
O conceito de tela flexível não é novidade, mas durante anos ficou restrito a produtos caros, frágeis e com telas que deixavam muito a desejar. Nas últimas gerações, esse cenário mudou bastante.
Hoje, as telas dos dobráveis são fabricadas em vidro ultrafino flexível (UTFG, Ultra-Thin Flexible Glass), um material desenvolvido para suportar centenas de milhares de dobramentos sem perder qualidade de imagem.
A Samsung, por exemplo, certifica seus modelos atuais para mais de 200 mil aberturas. O número equivale a mais de 100 dobramentos por dia durante cinco anos.
A estrutura do aparelho conta com uma dobradiça de alta precisão, feita de aço cirúrgico, titânio ou, nos modelos mais recentes, de metal líquido; uma liga que combina resistência extrema com flexibilidade.
É esse conjunto de materiais que impede que o celular quebre ao ser dobrado.
O mercado também cresceu. Segundo relatório da International Data Corporation (IDC),os celulares dobráveis devem registrar crescimentode 6% em 2025 e mais 6% em 2026, com aceleração de 11% em 2027.
O interesse pelo segmento aumentou conforme os preços caíram e os problemas históricos, como o vinco na tela e a fragilidade da dobradiça, foram sendo reduzidos.
Há dois formatos principais de dobráveis no mercado:
- Formato "livro" (fold): o celular se abre como um livro, revelando uma tela grande (quase do tamanho de um tablet). O modelo é ideal para quem busca produtividade e consome de conteúdo em vídeo.
- Formato "concha" (flip): o aparelho se dobra verticalmente ao meio, ficando bem compacto. Ideal para quem quer estilo e portabilidade.
Um fator que turbinou esse crescimento foi justamente a expectativa pelo iPhone dobrável. Desde que os rumores se intensificaram, em 2025, as buscas e o interesse global pelo formato cresceram de forma expressiva.
O iPhone que o mundo inteiro está esperando
A Apple nunca confirmou oficialmente o lançamentode um iPhone dobrável, mas todos os sinais do setor apontam para setembro de 2026, quando o aparelho deve chegar junto com o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max.
Segundo reportagens da Macrumors (principal veículo de tecnologia sobre Apple) e análises do youtuber Jon Prosser (canal FrontPageTech), que publicou renderizações detalhadas em junho de 2026 com base em vazamentos recentes, o modelo — possivelmente chamado de iPhone Ultra — deve trazer algumas características inéditas para o mercado de dobráveis.
O que os vazamentos apontam:
- Tela interna de 7,6 polegadas com proporção 4:3 — inédita entre os dobráveis disponíveis atualmente;
- Tela externa de cerca de 5,4 polegadas;
- Espessura de 4,5 a 5 mm aberto e 9 a 9,5 mm fechado;
- Estrutura em titânio e dobradiça de metal líquido;
- Câmara de vapor interna para controle térmico (tecnologia já presente no iPhone 17 Pro);
- Duas câmeras traseiras de 48 MP;
- Touch ID lateral (sem Face ID, por limitações internas de espaço);
Em abril de 2026, nossa reportagem apontou que a Appleconseguiu superar os desafios técnicos que ameaçavam adiar o lançamento, incluindo a redução do vinco na tela.
A marca conseguiu esse resultado minimizado com a combinação de vidro ultrafino e a dobradiça de metal líquido.
Quais as vantagens de um celular dobrável?
Quem opta por dobráveis, geralmente gosta de telas grandes em um formato compacto. Mas as vantagens desse modelo de telefone vão além disso.
Com um modelo tipo "livro" (como o Galaxy Z Fold), você tem quase um tablet no bolso.
Isso é especialmente útil para quem edita fotos e vídeos no celular, trabalha com planilhas e documentos, usa muitos aplicativos ao mesmo tempo ou consome muito conteúdo em streaming.
Outra vantagem importante é a multitarefa. A tela grande dos modelos "livro" permite abrir dois aplicativos simultaneamente.
Já os modelos tipo "concha" (como o Motorola Razr ou o Galaxy Z Flip) são voltados para quem prioriza estilo e portabilidade.
O celular fica na metade do tamanho quando fechado, cabe em qualquer bolso e se destaca pelo design diferenciado.
Os números comprovam essa mudança de comportamento. Fonte oficial da Samsung, mostra que o Galaxy Z Fold 2 teve 96% de satisfação dos usuários e que 76% dos Millennials e Gen Z considerariam um dobrável para multitarefa.
Para quem é mais indicado?
Os foldables, como são chamados são recomendados principalmente para criadores de conteúdo e profissionais que trabalham com muitos apps ao mesmo tempo.
Advogados, gestores e jornalistas são alguns dos que mais se beneficiam da multitarefa em tela grande.
Além disso, amantes de streaming e fashionistas que gostam de aparelhos que chamem atenção também devem ser conquistados por esses modelos.
Quais as desvantagens dos dobráveis?
Antes de comprar um modelo de celular que dobra, é preciso conhecer os pontos que ainda incomodam nessa categoria.
Preço elevado
O modelo de entrada da Samsung com tela dobrável (Z Flip 7 FE) começa em torno de R$ 6.029. Os topos de linhas, no entanto, podem ultrapassar R$ 14.000.
São valores que colocam o dobrável fora do alcance de grande parte dos consumidores brasileiros.
O vinco na tela
A marca da dobra no centro da tela ainda é visível na maioria dos modelos. Não compromete o uso no dia a dia, mas incomoda quem preza pela estética impecável.
Tela interna mais vulnerável
A tela dobrável é coberta por vidro ultrafino ou película plástica, mais sensível a riscos do que o vidro temperado convencional. Usar o aparelho sem capinha aumenta o risco de danos.
Bateria menor
Dobráveis tendem a ter baterias menores do que celularesconvencionais de mesmo tamanho, já que o espaço interno é compartilhado com a dobradiça. A autonomia costuma ficar abaixo da de um smartphone premium tradicional.
Desempenho térmico
Modelos mais finos costumam sofrer com aquecimento durante tarefas pesadas. O fato pode incomodar e atrapalhar a usabilidade, além de prejudicar a bateria se prolongado por horas.
Aplicativos ainda não totalmente adaptados
Nem todos os apps foram otimizados para telas dobráveis. Alguns exibem interfaces "esticadas" ou com proporções erradas ao abrir na tela interna maior.
O problema está sendo corrigido gradualmente, mas ainda persiste em alguns casos.
Os principais dobráveis de 2026
- 1. Samsung Galaxy Z Fold 7
- 2. Samsung Galaxy Z Flip 7
- 3. Motorola Razr 60 Ultra
- 4. Google Pixel 9 Pro Fold
- 5. iPhone Ultra (dobrável)
Com a alta na demanda por esses modelos, muitas marcas têm investido em criar opções para o público. Veja os detalhes e preço de cada um deles:
1. Samsung Galaxy Z Fold 7
O aparelho chegou ao Brasil em julho de 2025 com uma proposta clara: ser o melhor dobrável disponível. Com apenas 4,2 mm de espessura quando aberto, menos do que uma carteira convencional, é um dos smartphones mais finos do mundo nessa categoria.
A tela interna de 8 polegadas tem resolução Full HD+, taxa de atualização de 120 Hz e suporte ao Galaxy AI, com funções como resumo de texto, apagador de objetos em fotos e integração com o Gemini.
A câmera principal chegou à resolução inédita de 200 MP na linha Fold.
A estrutura usa alumínio Armor, mais resistente que o alumínio convencional, e proteção Gorilla Glass Ceramic 2 na tela externa.
💰 Preço: a partir de R$ 14.499 (versão 512 GB)
2. Samsung Galaxy Z Flip 7
Para quem quer um dobrável compacto e estiloso, o Galaxy Z Flip 7 é a opção mais refinada da Samsung no formato "concha".
Lançado também em julho de 2025, ele tem tela interna de 6,9 polegadas e tela externa de 4,1 polegadas — a maior já vista na linha Flip, com bordas ultrafinas de apenas 1,25 mm.
Pesa apenas 188 gramas, tem bateria de 4.300 mAh e foi o primeiro da linha a receber o Samsung DeX, recurso que transforma o celular num desktop ao ser conectado a um monitor externo.
💰 Preço: a partir de R$ 7.379 (versão 256 GB)
3. Motorola Razr 60 Ultra
Lançado no Brasil em maio de 2025, tem a maior tela interna entre os dobráveis "flip" do país: 7 polegadas com taxa de atualização de 165 Hz.
A tela externa de 4 polegadas permite usar o celular sem precisar abri-lo para a maioria das tarefas do dia a dia.
A dobradiça de titânio, quatro vezes mais resistente que o aço cirúrgico segundo a Motorola, é um dos principais diferenciais de durabilidade.
O processador Snapdragon 8 Elite coloca o aparelho entre os mais potentes disponíveis no Brasil.
O design também chama atenção: a traseira pode ser em madeira natural ou Alcântara, material italiano usado em itens de luxo como cockpits de carros esportivos.
💰 Preço: de R$ 9.999 no lançamento; encontrado atualmente por cerca de R$ 7.100 a R$ 7.500
4. Google Pixel 9 Pro Fold
Lnçado em agosto de 2024, é a aposta do Google no mercado de dobráveis. Com tela interna de 8 polegadas, tela externa de 6,3 polegadas e certificação IPX8, ele se destaca pela integração profunda com o Gemini AI e pelas câmeras otimizadas pelo chip Tensor G4.
A câmera traseira tem zoom óptico de 5x e Super Res Zoom de até 20x — diferencial raro entre os dobráveis do tipo "livro". O aparelho vem com 16 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento.
O Pixel 9 Pro Fold não tem distribuição oficial no Brasil, mas pode ser encontrado em marketplaces como o Mercado Livre.
💰 Preço: R$ 17.000 a R$ 18.000 (importado)
5. iPhone Ultra (dobrável)
Como visto, a Apple conseguiu superar os desafios de engenharia que ameaçavam atrasar o lançamento. O vinco na tela foi minimizado com a combinação de vidro ultrafino e dobradiça de metal líquido.
Analistas da IDC estimam que a entrada da Apple pode impulsionar o crescimento do mercado de dobráveis em 30% ao longo de 2026.
💰 Preço: US$ 2.000 nos EUA (aproximadamente R$ 12.000 em conversão direta; pode superar R$ 15.000 no Brasil com impostos)
