Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mercados
25/09/2026
3 min

Dólar acompanha exterior e cai a R$ 5,18; moeda tem saldo positivo na semana

O dólar à vista perdeu força na reta final do pregão com sinais de avanço nas negociações para reabertura do Estreito de Ormuz, mas o enfraquecimento da moeda foi limitado pela expectativa de juros mais altos nos EUA e o barril do petróleo Brent acima de US$ 100. Nesta sexta-feira (25), a divisa encerrou o […]

Dólar acompanha exterior e cai a R$ 5,18; moeda tem saldo positivo na semana

O dólar à vista perdeu força na reta final do pregão com sinais de avanço nas negociações para reabertura do Estreito de Ormuz, mas o enfraquecimento da moeda foi limitado pela expectativa de juros mais altos nos EUA e o barril do petróleo Brent acima de US$ 100.

Nesta sexta-feira (25), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1817, com queda de 0,23%, no mercado à vista.

O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com recuo de 0,30% aos 101.987 pontos.

Na semana, o dólar à vista avançou 0,73% ante o real.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O que mexeu com o dólar hoje?

O dólar perdeu força na reta final do pregão com sinais mais concretos de negociações entre Estados Unidos e Irã, com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias.

Mais cedo, o estresse na curva de juros dos Estados Unidos continuou a ditar o ritmo da moeda norte-americana.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, mantiveram a trajetória de alta, nas máximas históricas, com precificação de novas altas altas nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Perto do fechamento, os agentes financeiros precificavam 64,2% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão, em outubro. Para dezembro, a probabilidade de uma outra alta de pelo menos 25 pontos-base é de 91,3%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

“O fortalecimento da moeda norte-americana no Brasil, ao longo do dia, esteve alinhado ao desempenho do índice DXY no exterior, refletindo a busca por proteção diante das crescentes incertezas geopolíticas e econômicas, além do impacto natural da alta dos juros de longo prazo nos EUA, que historicamente atraem o capital global pela segurança da economia norte-americana”, avaliou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

IPCA-15 em segundo plano

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), subiu 0,70% em setembro e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,47%, acima das expectativas.

O número acelerou tanto na comparação mensal quanto na anual, após deflação de 0,40% em agosto e de 4,24% no acumulado em 12 meses no mês anterior. Mesmo com o avanço, o número indica que a inflação está dentro do teto da meta do Banco Central — de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

“Boa parte do mercado já precificava um IPCA-15 acima do esperado. A curva [de juros futuros] já tinha precificado o pior”, avalia Lucas Xavier, head de mesa de renda variável e sócio da AW Capital.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
Distribuído por