Dólar avança a R$ 5,06 impulsionado por tombo do petróleo com acordo de paz entre EUA e Irã no radar

O dólar à vista ganhou força diante da queda nas cotações do petróleo no mercado internacional, considerando que o Brasil é um país exportador da commodity.
Nesta segunda-feira (15), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0668, em alta de 0,10%.
O dólar destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve baixa de 0,11%, aos 99,641 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio acompanhou os desdobramentos no Oriente Médio, operando durante metade da sessão em queda, influenciado pela expectativa de assinatura do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã na próxima sexta-feira (19).
Apesar das sinalizações otimistas de avanço nas tratativas, as falas de autoridades do Irã e dos Estados Unidos ainda trazem alguns pontos conflitantes ou informações vagas, o que suscita dúvidas quanto à sustentabilidade do acordo.
Israel, que não faz parte das negociações entre EUA e o país persa, realizou novos ataques no sul do Líbano, o que gerou descontentamento em autoridades do Irã.
Com o otimismo de um acordo próximo e reabertura do Estreito de Ormuz, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto fechou o dia com baixa de 4,76%, a US$ 83,17 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Cenário doméstico
Por aqui, os investidores acompanharam as novas medianas do Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)de 2026 avançou pela décima quarta semana consecutiva, passando de 5,11% para 5,30%.
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Com isso, a projeção amplia a distância em relação ao teto da meta inflacionária (4,5%) e reforça a percepção de que o processo de desinflação continua desafiador.
Além disso, o juro básico brasileiro, a taxa Selic,também voltou a subir, com a previsão para 2026 passando de 13,50% para 13,75%.
Já de olho no cenário eleitoral de outubro, a pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixaram o empate técnico. Agora, o petista tem seis pontos percentuais de vantagem sobre o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno.
O levantamento também apontou manutenção da liderança de Lula nos cenários de primeiro turno.
Em relação a um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente venceria por 49% a 43%, vantagem acima da margem de erro que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, o placar favorável a Lula era de 47% a 43%, em empate técnico no limite da margem de erro, portanto.
*Com informações de Reuters
