Dólar avança a R$ 5,12 com risco político; divisa acumula leve desvalorização na semana
O dólar à vista ganhou força na reta final do pregão com aumento do risco político. Nesta sexta-feira (11), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1254, com alta de 0,44%, no mercado à vista. O movimento local acompanhou o dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a […]

O dólar à vista ganhou força na reta final do pregão com aumento do risco político.
Nesta sexta-feira (11), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1254, com alta de 0,44%, no mercado à vista.
O movimento local acompanhou o dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,08% aos 99,132 pontos.
Na semana, o dólar acumulou leve queda de 0,11% ante o real.
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O que mexeu com o dólar hoje?
O risco político ditou a movimentação do câmbio, com mais intensidade na reta final do pregão após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, dar 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos das investigações do caso Master.
O receio de que isso traga a público mais informações sobre o escândalo envolvendo o filme Dark Horse, atingindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), deu força ao dólar, com investidores fazendo “compras de proteção” antes do fim de semana.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto, o senador tem aparecido numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – o que levou o mercado a precificar uma possível troca de governo.
De modo geral, Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
Os acontecimentos também antecederam a pesquisa Datafolha para Presidência da República. O levantamento deve ser divulgado após o fechamento dos mercados.
“Tem pesquisa para sair, tem o fim de semana, e ninguém sabe o que vem por aí. Então os agentes do mercado se protegem um pouco”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a busca por dólar nesta tarde.
Em segundo plano
Os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficaram em segundo plano.
Por aqui, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil recuou 0,32% em agosto, depois de um avanço de 0,07% em julho. A deflação foi maior do que a esperada pelo mercado.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,22% — dentro do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O dado reforçou a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14% para 13,75% ao ano, na próxima quarta-feira (16).
Já nos EUA, índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) avançou 0,4% no mês de agosto. Para comparação, em julho, o índice havia subido 0,1%. Já o núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3%, acima da projeção de 0,2%.
Com a surpresa do núcleo, o mercado aumentou as apostas de uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), também na próxima quarta-feira.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 86,5% de chance de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75% a 4,00% ao ano. Ontem, a probabilidade era de 72,4%.
*Com informações de Reuters
