Dólar avança R$ 5,12 à espera de Fed e com baixa do petróleo
O dólar à vista ganhou força ante o real à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amanhã e da nova sessão de perdas do petróleo. Nesta terça-feira (28), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%. O dólar destoou […]

O dólar à vista ganhou força ante o real à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amanhã e da nova sessão de perdas do petróleo.
Nesta terça-feira (28), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%.
O dólar destoou do enfraquecimento da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, recuava 0,14%, aos 101.393 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu atento às expectativas para a decisão de política monetária do Federal Reserve. A ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica aposta de 68,5% para manutenção na reunião de julho. Já para setembro, a probabilidade de alta é de 76,2%.
Já no cenário geopolítico, o Irã propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o qual um sentido do tráfego passaria por águas iranianas e parte do trajeto oposto também se situaria em águas iranianas, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, à televisão estatal nesta terça-feira.
Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, argumentando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã enquanto não fosse alcançada a estabilidade regional de longo prazo.
Ele afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso o governo de Omã rejeitasse a proposta do Irã, acrescentando que Teerã nunca reconheceu a rota sul ao longo da costa de Omã.
Do lado norte-americano, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que houve boas negociações com o Irã, embora tenha reiterado suas ameaças de atacar a Montanha Pickaxe, bem como pontes e usinas de energia iranianas, caso não seja fechado um acordo com Teerã.
Em entrevista à Fox News, Trump disse que gostaria de evitar atacar as pontes e usinas de energia do Irã, se possível.
Mais cedo, Trump se reuniu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que busca o apoio de Trump para ser reeleito.
Como reflexo dos desdobramentos do conflito, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 4,41%, a US$ 82,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve queda de 4,06%, a US$ 79,26 o barril.
Na avaliação do analista de investimentos da Nomad Luca Girardi, o cenário geopolítico segue incerto, mesmo com a interrupção dos ataques no Irã e as expectativas quanto a um acordo. As atenções se voltam para a decisão de amanhã do Fed, com cerca de 30% das expectativas do mercado monitoradas pela CME apontando para uma elevação de juros já nesta reunião, diz.
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