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07/08/2026
2 min

Dólar cai a R$ 5,08 com dados de emprego mais fracos nos EUA

O dólar à vista engatou a terceira queda consecutiva com ajuste dos investidores sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (7), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0836, com queda de 0,46%. O dólar ante o real acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário […]

Dólar cai a R$ 5,08 com dados de emprego mais fracos nos EUA

O dólar à vista engatou a terceira queda consecutiva com ajuste dos investidores sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira (7), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0836, com queda de 0,46%.

O dólar ante o real acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,39%, aos 99.543 pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 0,26% sobre o real; o DXY, por sua vez, recuou 0,26% no período.

O que mexeu com o dólar hoje?

O câmbio foi enfraquecido por mudanças nas perspectivas para os juros nos Estados Unidos. O mercado adiou a aposta de retomada do ciclo de altas no Fed Funds de setembro para outubro após novos dados de emprego, que vieram mais fracos do que o esperado.

O relatório de empregos não-agrícolas, o payroll,desacelerou mais do que o esperado em julho. O documento apontou o fechamento de 23 mil postos de trabalho no mês passado, ante a expectativa de abertura de 80 mil vagas no período.

A taxa de desemprego também recuou de 4,2% em junho para 4,1% em julho, enquanto os economistas projetavam estabilidade.

Vale lembrar que o payroll é a principal referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para o mercado de trabalho.z

O real também foi impulsionado pela valorização do petróleo, já que o Brasil é um país exportador da commodity. O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiu 1,29%, a US$ 83,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

“O diferencial de juros também ajuda a sustentar o fluxo de dólares para o Brasil, atuando como uma âncora que limita uma desvalorização excessiva do real no acumulado da semana”, avalia Rebecca Nossig, estrategista da Nomad.

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AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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