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10/09/2026
3 min

Dólar cai a R$ 5,10 com eleições em foco

O ‘trade eleitoral’ voltou a pressionar o dólar à vista, a despeito da aversão a risco no mercado global. Nesta quinta-feira (10), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1027, com queda de 0,19%, no mercado à vista. O movimento local descolou do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador […]

Dólar cai a R$ 5,10 com eleições em foco

O ‘trade eleitoral’ voltou a pressionar o dólar à vista, a despeito da aversão a risco no mercado global.

Nesta quinta-feira (10), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1027, com queda de 0,19%, no mercado à vista.

O movimento local descolou do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,25% aos 99,067 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O cenário eleitoral ditou o movimento do câmbio, com as pesquisas apontando para uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República – o que reforçou a aposta dos investidores em uma troca de governo em 2027.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto e Lula com 46,2%, numericamente empatados.

Com isso, a vantagem que era de 4,5 pontos porcentuais para Lula se transformou em uma vantagem de numérica de 0,4 ponto para Flávio Bolsonaro, o que não ocorria desde o levantamento de 28 de abril. Como a margem de erro é de 1 ponto porcentual, Lula sai da liderança isolada pela reeleição para o empate técnico com o senador. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder saíram de 10,3% para 7,4%.

Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, diz que o mercado está precificando uma expectativa crescente de vitória de Flávio e que também há sinais desse movimento no mercado preditivo.

“Mercado vem acompanhando essas mudanças [nas pesquisas] para reajustar posições com uma tendência de um governo pró-mercado”, afirmou.

Dólar ganha força no exterior

No exterior, o dólar avançou com a disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio à consolidação das apostas de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 71,4% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) na próxima quarta-feira (16). A probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% caiu de 38,8% para 28,6% hoje.

A aposta de alta nos juros ganhou força após dados de inflação ao produtor e avanço dos preços do petróleo para o nível de US$ 107 por barril do Brent.

O mercado ficou à espera do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto, que será divulgado amanhã (11). Embora o CPI não seja o índice inflacionário de referência do Fed, o mercado acompanha o dado para aclibrar as apostas sobre a trajetória dos juros dos EUA.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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