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10/07/2026
3 min

Dólar cai a R$ 5,10 de olho em novo corte na Selic na próxima decisão do Copom após supresa com IPCA

Dólar cai a R$ 5,10 de olho em novo corte na Selic na próxima decisão do Copom após supresa com IPCA

O dólar à vista engatou o terceiro pregão consecutivo de queda ante o real com aumento das apostas de corte na Selic na próxima decisão de política monetária.

Nesta sexta-feira (10), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1084, com queda de 0,28%. Na mínima intradia, a moeda atingiu a cotação de R$ 5,0990 (-0,46%).

O dólar acompanhou a fraqueza da divisa no exterior e o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Por volta de 15h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve alta de 0,07%, aos 100,973 pontos.

Na semana, o dólar acumulou recuo de 1,17% ante o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

Novos dados de inflação alimentaram a expectativa de continuidade do ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, iniciado em março pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o índice de preços avançou 0,58% no mês.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,64% — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As estimativas do mercado mostravam um avanço de 0,31% em junho, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. No acumulado dos 12 meses, a mediana indicava alta de 4,79%, acima dos 4,72% registrados em maio, acima do teto da meta de inflação.

  • IPCA: Inflação desacelera em junho e recua para 4,64% em 12 meses, abaixo das estimativas

Após o dado, o Bank of America (BofA) alterou a projeção de manutenção para uma redução da Selic em 25 pontos-base na próxima decisão do Copom, marcada para 5 de agosto, considerando um cenário externo mais favorável – entre outros fatores, os preços do petróleo abaixo de US$ 80 o barril.

O banco ainda considera o ‘risco’ de mais um corte na Selic de 25 pontos-base além de agosto, embora o cenário-base seja de manutenção da taxa a 14% ao ano até dezembro. A projeção anterior ao IPCA era de Selic a 14,25% no fim deste ano.

O exterior também ‘ajudou’ na melhora do humor dos investidores, com uma possível redução de riscos inflacionários no radar com uma breve realização nos preços do petróleo hoje.

O contrato mais líquido do Brent, negociado para setembro, fechou com queda de 0,38% e barril cotado a US$ 76,01 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que aceitou o pedido do Irã de continuar as negociações para um acordo de paz definitivo no Oriente Médio.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as ‘negociações’. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, disse Trump em uma publicação na rede social Truth.

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AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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