Dólar cai a R$ 5,12 de olho em Oriente Médio e à espera de IPCA

O dólar à vista perdeu força ante o real pelo segundo dia consecutivo com o alívio nas tensões geopolíticas e com a expectativa para novos dados de inflação brasileira.
Nesta quinta-feira (9), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1227, com queda de 0,50%.
O dólar ante o real no mercado à vista acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve queda de 0,03%, aos 100,957 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
A queda do dólar ante o real acompanhou o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, após a ata da última decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), divulgada ontem (8), indicar uma postura menos dura do que a sinalizada na reunião de junho.
O cenário geopolítico também continuou no radar. Ainda ontem (8), depois de afirmar que o acordo de cessar-fogo havia “acabado”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã entrou em contato para retomar as negociações. Contudo, os dois países voltaram a trocar ofensivas.
Já no início da tarde desta quinta-feira, a CNN reportou que os mediadores Paquistão e Catar estão trabalhando para levar Washington e Teerã de volta à mesa de negociações.
No cenário doméstico, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a ‘inflação do aluguel’, caiu 0,39% na primeira prévia de julho, após alta de 0,21% na mesma leitura de junho.
O mercado também operou à espera do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, com divulgação prevista para às 9h (horário de Brasília) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com projeções do Broadcast, a inflação do mês passado deve desacelerar a 0,31%, a mediana das estimativas do mercado, após alta de 0,58% em maio. No acumulado de 12 meses, a mediana é de aumento a 4,79%, acima do teto da meta de inflação, após registrar alta de 4,72% em maio.
Segundo Matheus Spiess, estrategista e economista da Empiricus Research, o resultado será fundamental para calibrar as expectativas em relação aos próximos passos do Banco Central e a eventual retomada do ciclo de cortes na taxa básica de juros.
As Opções do Copom, de acordo com a última atualização em 7 de junho, apontavam 78% de chance de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortar a Selic em 25 pontos-base, de 14,25% para 14% ao ano na próxima reunião. A probabilidade de manutenção era de 20,5%.
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