Dólar cai a R$ 5,17 com inflação mais fraca nos EUA; moeda fecha setembro em leve queda
O dólar à vista terminou a sessão em dupla queda com dados de inflação nos Estados Unidos e ajuste de posições a quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Nesta quarta-feira (30), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1750, com queda de 0,81%, no mercado à vista. O movimento local destoou, na reta […]

O dólar à vista terminou a sessão em dupla queda com dados de inflação nos Estados Unidos e ajuste de posições a quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais.
Nesta quarta-feira (30), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1750, com queda de 0,81%, no mercado à vista.
O movimento local destoou, na reta final do pregão, do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve alta de 0,14%, aos 101.508 pontos.
Em setembro, o dólar à vista recuou 0,10% ante o real.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times
O que mexeu com o dólar hoje?
O dólar perdeu força com dados mais brandos de inflação e reprecificação da trajetória dos juros nos Estados Unidos.
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,3% em agosto, na comparação mensal, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).
No acumulado do ano, a inflaçãopreferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) apontou para alta de 3,4% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano, mas abaixo de 3,7% registrado no mês anterior e das expectativas do mercado.
Após dados de inflação mais brandos que o esperado, o mercado ampliou a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed na próxima decisão, em outubro, e adiou a aposta de uma nova alta nas taxas para dezembro.
Perto do fechamento, os agentes financeiros precificavam 64,2% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão, em outubro. Para dezembro, a probabilidade de outra alta de pelo menos 25 pontos-base é de 91,3%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
“O PCE trouxe um alívio ao confirmar a desaceleração dos preços na economia norte-americana, estimulando um apetite global por ativos de risco que se converteu em forte fluxo de compras mno mercado brasileiro”, avalia Rebecca Nossig, estrategista da Nomad.
Eleições em segundo plano
A disputa entre o incumbente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e Flávio Bolsonaro (PL) segue acirrada e sem um vencedor claro a quatro dias do primeiro turno das eleições, que acontece no próximo domingo (4).
“Os investidores ampliaram as posições e apostas na resiliência da candidatura de Flávio Bolsonaro, mantendo o câmbio pressionado por baixo na esteira de novas pesquisas e apesar de ruídos institucionais recentes”, afirma Emerson Vieira, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos.
Em destaque, a PesquisaMeio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, apontou um empate triplo entre os dois candidatos nos levantamentos espontâneo, do primeiro turno e no segundo turno, mesmo cenário da última pesquisa, há 20 dias.
