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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
31/07/2026
3 min

Dólar fecha a R$ 5,07 e recua quase 2% em julho após dois meses de alta

Volatilidade da Ptax e atraso na abertura da B3 marcaram o pregão desta sexta-feira, 31

Dólar fecha a R$ 5,07 e recua quase 2% em julho após dois meses de alta

O dólar à vista fechou em leve alta nesta sexta-feira, 31, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, em um pregão marcado por volatilidade técnica e pela cautela dos investidores diante do cenário internacional. A divisa avançou 0,17%, cotada a R$ 5,070, após oscilar entre a mínima de R$ 5,061 e a máxima de R$ 5,087.

No índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta se seis moeda, subia 0,07%, para 99,929 pontos.

Apesar da alta no dia, a moeda americana encerrou a semana com queda de 0,21%, acumulando o segundo recuo semanal consecutivo. No mês de julho, o dólar registrou desvalorização de 1,81%, interrompendo uma sequência de dois meses seguidos de alta. No acumulado de 2026, a divisa acumula queda de 7,64%.

No cenário externo, os investidores acompanharam a decisão do Banco do Japão (BoJ), que manteve a taxa básica de juros em 1%, além de repercutirem declarações do Tesouro dos Estados Unidos de que pretende intervir no mercado de iene após a forte desvalorização do dólar frente à moeda japonesa observada na véspera.

A taxa Ptax fechou em R$ 5,0773, com alta de 0,07% no dia e queda de 1,92% em julho.

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, "o dólar encerrou a sessão de sexta-feira em leve alta frente ao real, num pregão marcado pela volatilidade técnica decorrente da formação da taxa Ptax de fim de mês e pelo atraso na abertura dos negócios na B3", afirmou.

No exterior, acrescenta o especialista, "a moeda americana também fortaleceu-se levemente, impulsionada pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que aumentam a atratividade de ativos em dólar. O movimento refletiu discursos mais rígidos de dirigentes do Federal Reserve em defesa da manutenção de juros elevados, como de Beth Hammack e de Lorie Logan".

Petróleo volta a subir no exterior

No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo voltaram a subir após a queda da sessão anterior, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que elevou o prêmio de risco geopolítico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que pretende atacar o Irã "com muita força" e disse estar "perdendo a fé" em um possível acordo, embora tenha afirmado que representantes americanos seguem buscando negociações com Teerã.

Os investidores também repercutiram a informação de que a Arábia Saudita e outros 13 países buscam formar uma coalizão de defesa marítima para proteger a navegação no Mar Vermelho, após os ataques dos houthis do Iêmen a embarcações comerciais. Enquanto isso, o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz segue reduzido.

No fechamento, o Brent para setembro subiu 1,22%, para US$ 90,12 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 1,29%, a US$ 84,67. Em julho, os contratos acumularam fortes ganhos de 22,7% e 21,3%, respectivamente, refletindo o agravamento das tensões geopolíticas na região.
AutorClara Assunção
FonteExame
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