Dólar fica próximo da estabilidade a R$ 5,08 e fecha semana em leve baixa ante o real

O dólar à vista voltou o território de perdas ante o real, apesar da continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Média e a reação às tarifas do governo norte-americano sobre os produtos brasileiros.
Nesta sexta-feira (24), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0809, com leve queda de 0,06%.
O dólar acompanhou o fortalecimento da divisa no exterior ao longo da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,31%, aos 101.438 pontos.
Na semana, o dólar acumulou perda de 0,59% ante a moeda brasileira, enquanto o DXY teve valorização de 0,71%.
O que mexeu com o dólar hoje?
O cenário geopolítico continuou a concentrar as atenções dos investidores, em meio a continuidade de ataques entre Estados Unidos e Irã e os esforços do Paquistão, com apoio da China, para retomar as negociações de cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Os preços do petróleo, que vinham sustentando a moeda brasileira, inverteram o sinal nesta sexta-feira e fecharam em queda, voltando ao nível abaixo de US$ 100 o barril.
“A ausência de novos acontecimentos no Estreito de Ormuz e no de Bab-El-Mandeb diminuiu temporariamente o sentimento de risk-off”, avaliou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
No ambiente local, o mercado digeriu a nova rodada de tarifas impostas pelos EUA. Ontem (23), o governo Trump anunciou a aplicação de uma sobretaxa adicional de 10% e 12,5% para 60 países, incluindo o Brasil. A nova alíquota substitui a tarifa global temporária de 10%, que expirava nesta sexta-feira.
De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), as investigações concluíram que as práticas adotadas pelos países e economias analisados no combate ao trabalho forçado configuram uma prática comercial considerada desleal, gerando restrições ao comércio norte-americano.
Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como “arbitrária” e “injustificada”.
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