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Mercados
30/06/2026
3 min

Dólar lidera ganhos em junho, enquanto Tesouro Direto sofre com juros; veja o desempenho dos investimentos

Dólar lidera ganhos em junho, enquanto Tesouro Direto sofre com juros; veja o desempenho dos investimentos

Junho foi marcado por uma mudança nas expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos, movimento que mexeu com praticamente todas as classes de ativos. Enquanto o dólar terminou o mês como o investimento de melhor desempenho entre os principais ativos acompanhados pelo mercado, títulos do Tesouro Direto de longo prazo registraram perdas expressivas, reflexo da abertura da curva de juros.

A moeda norte-americana encerrou junho em alta. O dólar PTAX avançou 3,78% no mês, enquanto o dólar à vista subiu 2,38%. Já aplicações pós-fixadas continuaram entregando retornos positivos, com o CDI rendendo 1,07%, o Tesouro Selic 2031 avançando 1,04% e a poupança registrando ganho de 0,67%.

Na renda variável, o Ibovespa terminou junho praticamente estável, com recuo de 1,01%, enquanto o IFIX caiu 1,21%. As debêntures, representadas pelo índice IDA-Geral, fecharam o período em alta de 0,50%.

O principal destaque negativo do mês ficou com os títulos públicos de médio e longo prazo. A reprecificação da curva de juros pressionou os preços dos papéis, levando o Tesouro IPCA+ 2050 a acumular perda de 8,01% em junho. O Tesouro IPCA+ 2040 recuou 4,82%, enquanto os demais títulos indexados à inflação e prefixados também encerraram o mês no vermelho.

O movimento ganhou força após a decisão mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja comunicação foi interpretada pelo mercado como mais branda diante do cenário inflacionário. Ao mesmo tempo, a sinalização do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, de que poderá retomar o aperto monetário ainda em 2026 elevou os prêmios exigidos pelos investidores para financiar governos e empresas.

Quando as taxas de juros futuras sobem, o preço dos títulos negociados no mercado secundário cai. Por isso, investidores que acompanham a marcação a mercado dos papéis viram perdas relevantes ao longo de junho. Já quem pretende carregar os títulos até o vencimento continuará recebendo a rentabilidade contratada na data da compra.

No mercado de ações, o cenário também refletiu o ambiente de juros mais elevados. A perspectiva de taxas mais altas nos Estados Unidos fortaleceu o dólar e estimulou a migração de parte dos recursos para ativos norte-americanos, reduzindo o fluxo para mercados emergentes, como o Brasil.

Além da política monetária, o mercado acompanhou os desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A perspectiva de manutenção do cessar-fogo ajudou a reduzir os preços do petróleo para a região de US$ 70 por barril, diminuindo parte da pressão sobre a inflação global e beneficiando alguns segmentos ligados ao consumo.

Confira o desempenho dos principais investimentos em junho

Investimento Rentabilidade em junho Rentabilidade em 2026
Dólar PTAX 3,78% -5,91%
Dólar à vista 2,38% -5,94%
CDI 1,07% 6,79%
Tesouro Selic 2031 1,04% 6,98%
Poupança 0,67% 4,06%
IDA-Geral 0,50% 4,29%
Tesouro Prefixado 2029 -0,02% 3,75%
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 -0,79%
Ibovespa -1,01% 6,77%
Tesouro Prefixado 2032 -1,20% 2,39%
IFIX -1,21% 1,47%
Tesouro IPCA+ 2032 -2,31%
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 -2,38%
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045 -2,91% 1,06%
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060 -3,60% 1,18%
Tesouro IPCA+ 2040 -4,82% -1,55%
Tesouro IPCA+ 2050 -8,01% -2,82%
Ouro (GOLD11) -9,42% -13,04%
Bitcoin -18,90% -37,18%
AutorSeu Dinheiro
FonteMoney Times
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