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27/10/2026
2 min

Dólar pode salvar a Suzano (SUZB3)? Citi mantém compra, mas corta preço-alvo; veja o que sustenta a aposta

O Citi manteve a recomendação de compra para as ações da Suzano (SUZB3), mas reduziu o preço-alvo de R$ 65 para R$ 52, diante de perspectivas mais conservadoras para os preços da celulose de fibra curta. Apesar da revisão, o banco vê a exposição cambial da companhia como um diferencial em um cenário de desvalorização […]

Dólar pode salvar a Suzano (SUZB3)? Citi mantém compra, mas corta preço-alvo; veja o que sustenta a aposta

O Citi manteve a recomendação de compra para as ações da Suzano (SUZB3), mas reduziu o preço-alvo de R$ 65 para R$ 52, diante de perspectivas mais conservadoras para os preços da celulose de fibra curta. Apesar da revisão, o banco vê a exposição cambial da companhia como um diferencial em um cenário de desvalorização do real, que pode ajudar a sustentar os resultados da fabricante de papel e celulose.

Em relatório divulgado na segunda-feira (26), os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello afirmam que a Suzano se destaca como uma opção defensiva após o resultado das eleições presidenciais brasileiras.

A exposição ao dólar coloca a companhia entre as preferidas do Citi dentro de sua cobertura, mesmo com uma visão mais cautelosa para a trajetória dos preços da celulose no médio prazo.

O banco trabalha com uma taxa de câmbio de R$ 5,33 por dólar em 2027. Caso a moeda americana avance para R$ 5,50, o preço-alvo da ação subiria para R$ 61. Nesse cenário, a estimativa de Ebitda da Suzano para 2027 também seria cerca de 5% maior, refletindo os efeitos positivos da desvalorização do real sobre os resultados da companhia.

Do lado da celulose, o Citi reconhece uma melhora recente no sentimento do mercado, com os preços da fibra curta na China voltando ao patamar de US$ 600 por tonelada. Os analistas, porém, avaliam que essa recuperação pode não se sustentar diante da entrada de novas capacidades de produção no setor.

Entre os projetos que podem pressionar os preços estão a nova oferta da OKI e o Projeto Sucuriú, além de expansões de capacidade integrada na América Latina e na China no longo prazo. Esse movimento pode limitar a recuperação da celulose e justificar uma postura mais conservadora nas projeções do banco.

A revisão das estimativas também incorpora a aquisição da KC, agora denominada Arbex. Mesmo com o corte de 20% no preço-alvo, o Citi manteve a recomendação de compra para a Suzano, apostando que a exposição cambial pode compensar parte dos riscos de um cenário menos favorável para a celulose.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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