Dólar recua a R$ 5,04 com ajuda de cenário eleitoral
O dólar à vista perdeu força ante o real com o otimismo dos investidores em relação a uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta segunda-feira (19), o dólar à vista encerrou R$ 5,0481, em queda de 0,50% O movimento local destoou do […]

O dólar à vista perdeu força ante o real com o otimismo dos investidores em relação a uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta segunda-feira (19), o dólar à vista encerrou R$ 5,0481, em queda de 0,50%
O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,16%, aos 101.995 pontos.
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O que movimentou o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu de olho na disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula, avaliando ainda o impacto do debate da véspera, televisionado pela Band.
Apesar do estreitamento da vantagem de Flávio sobre Lula, a leitura dos investidores segue de uma possível alterância de poder a partir da próxima semana.
Na pesquisa Atlas/Bloomberg, o senador tem 49,8% das intenções de voto totais para o segundo turno da eleição presidencial, contra 47,6% do atual presidente. No levantamento divulgado no dia 8, Lula aparecia com 45,7% dos votos totais e Flávio com 51,1%. Flávio caiu 1,3 ponto porcentual e Lula subiu 1,9.
Já no levantamento BTG Pactual/Nexus, Flávio tem 46,5% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente da República registra 45,9%.
Por outro lado, na pesquisa PoderData/Aya, o senador retomou a dianteira, com 52% das intenções de voto, ante 48% de Lula. Ambos estavam empatados numericamente na semana anterior.
No último levantamento do dia, da Futura Inteligência, Flávio aparece com 48,3% e o presidente da República e candidato à reeleição apresenta 47,5%.
No exterior, o rendimento dos títulos soberanos dos Estados Unidos, os Treasuries, seguiram pressionados, dando força para o dólar globalmente.
Já no Oriente Médio, mesmo com ataques dos houthies do Iêmen, aliados do Irã, a infraestruturas energéticas da Arábia Saudita, o petróleo recuou diante do alívio das sanções à Rússia pelos Estados Unidos.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com baixa de 0,28%, a US$ 109,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
De acordo com Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, a variação do câmbio refletiu um movimento de acomodação local após os desdobramentos políticos da noite anterior.
“Enquanto o mercado absorvia o embate entre os candidatos à Presidência, a curva de juros reagiu com maior cautela fiscal, impulsionando as taxas longas. Na ponta externa, o recuo da moeda foi limitado por um cenário de alívio e recuperação em Wall Street”, detalha.
