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29/09/2026
3 min

Dólar recua a R$ 5,21 de olho no cenário doméstico, apesar de avanço dos Treasuries

O dólar à vista encerrou em queda, após um pregão marcado pela volatilidade, de olho no cenário eleitoral e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Nesta terça-feira (29), o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,2170, em queda de 0,18%. O movimento local destoou do desempenho do dólar […]

Dólar recua a R$ 5,21 de olho no cenário doméstico, apesar de avanço dos Treasuries

O dólar à vista encerrou em queda, após um pregão marcado pela volatilidade, de olho no cenário eleitoral e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

Nesta terça-feira (29), o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,2170, em queda de 0,18%.

O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,22%, aos 101,419 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

No cenário doméstico, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,6% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47,7% em um cenário de segundo turno entre ambos.

O petista caiu 0,1 ponto porcentual sobre os 47,7% do último levantamento, divulgado em 23 de setembro. O candidato do PL e filho de Jair Bolsonaro cresceu 0,3 ponto ante os 47,4% da última pesquisa.

Também ficaram no radar revelações feitas por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro, reportadas pelo site de notícias PlatôBR.

Entre os pontos revelados pelo site, estão notas fiscais de compras de um Rolex por R$ 305 mil, de R$ 90 mil em equipamentos de academia, festas com garotas de programa, uma crise familiar e até uma pressão para o recebimento de uma indenização utilizando o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em segundo plano, o mercado monitorou os dados do mercado de trabalho da taxa de desemprego (5,3%) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (+165 mil).

Nos EUA, a disparada dos Treasuries seguiu no radar. O T-bond de 30 anos atingiu 5,60%, o maior patamar desde 2002, o que reforçou as apostas de um Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mais agressivo, ou hawkish.

No front geopolítico, os preços do petróleo fecharam com queda de 2,5% nesta terça-feira, com os investidores atentos aos sinais de recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio, embora os preços caminhassem para ganhos mensais devido à preocupação persistente com interrupções no abastecimento durante a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 2,6%, a US$ 102,59 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), de Londres.

De acordo com Emerson Vieira Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, o movimento de alta do câmbio refletiu o apetite local, com o mercado em compasso de espera por novas pesquisas eleitorais para medir o impacto da recente Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula proibindo as bets.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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