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InvestMercados
02/07/2026
2 min

Dólar recua antes do payroll dos EUA e iene dispara em valorização repentina

Dólar recua antes do payroll dos EUA e iene dispara em valorização repentina

O dólar perdeu força nesta quinta-feira, 2, frente a moedas como o iene e o euro, à medida que investidores reduziram posições antes da divulgação do payroll dos Estados Unidos, principal indicador do mercado de trabalho por lá e de expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

No Brasil, porém, o movimento, até ontem, ia na direção oposta, com o dólar comercial fechando com alta de 0,90%, cotado a R$ 5,21 na quarta-feira.

O clima de cautela também foi alimentado pela forte correção das ações de semicondutores e pela queda dos preços do petróleo, que ajudou a aliviar parte das preocupações com a inflação e favoreceu mercados menos expostos ao setor de tecnologia, como o europeu, segundo dados da Reuters.

Payroll no radar

O mercado precifica uma alta de juros pelo Fed até outubro, com cerca de 40% de probabilidade de um segundo aumento até o fim do ano. Analistas consultados pela Reuters esperam a criação de 110 mil vagas no mês, mas as estimativas variam de 25 mil a 200 mil postos, indicando incerteza.

A taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%.

Outras moedas avançavam frente ao dólar. O euro subia 0,3%, para US$ 1,14, e a libra esterlina ganhava 0,6%, para US$ 1,33. Já o rendimento do Treasury de dez anos avançava dois pontos-base, para 4,99%.

Intervenção no iene

O resultado também é acompanhado de perto no Japão, onde o iene segue próximo dos menores níveis em quatro décadas frente ao dólar. O mercado continua especulando sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas para conter a desvalorização da moeda.

Hoje o iene também registrou uma valorização repentina durante o pregão europeu, levando o dólar a cair 0,9%, para 161,15 ienes. Analistas avaliam que, caso tenha ocorrido uma intervenção, ela foi mais discreta do que em episódios anteriores.

"O governo japonês pode ter atuado no mercado caso os dados de emprego dos EUA se mostrassem fortes. Eu imaginava que o governo interviria quando o iene caísse para o patamar de 163-164", de acordo com o estrategista do Kansai Mirai Bank, Takeshi Ishida, ouvido pela agência.

Para Ishida, uma eventual intervenção teria maior chance de sucesso caso o payroll surpreenda negativamente, reduzindo a pressão para novos aumentos de juros pelo Fed.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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