Dólar registra nova alta e fecha a R$ 5,18 de olho no Oriente Médio e em temores inflacionários

O dólar à vista ganhou força na primeira sessão da semana diante das incertezas geopolíticas com a continuidade das tensões no Oriente Médio, temores inflacionários e cenário eleitoral no radar.
Nesta segunda-feira (8), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1803, em alta de 0,45%.
O dólar destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,XX%, aos 100.0XX pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O conflito no Oriente Médio seguiu no radar no mercado de câmbio com a escalada de tensões entre Irã e Israel, que voltaram a trocar ataques no final de semana, algo que não era visto desde o início do cessar-fogo de abril.
Pela manhã, a agência de notícias iraniana Fars reportou que a Guarda Revolucionária do Irã suspendeu os ataques a Israel, por ora. No entanto, a guarda informou que retomaria a ofensiva caso os ataques ao Líbano continuassem.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, horas mais tarde também anunciou a suspensão dos ataques ao Irã.
No entanto, o cenário no Oriente Médio segue incerto. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que um míssil, cujo lançamento a partir do Iêmen foi detectado na manhã desta segunda-feira, se dirigia a um “país da região”, sem especificar qual seria.
O Ministério da Defesa informou que investigações mostraram que o míssil “se desviou de sua rota e caiu em uma área aberta perto da fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen”.
O Irã afirmou que não lançou qualquer ataque contra a Arábia Saudita, enquanto os houthis, aliados do Irã, disseram ter lançado um ataque contra Israel.
Cenário doméstico
Por aqui, os investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, com a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avanjando de 5,09% para 5,11%, acima do teto da meta de inflação (4,5%).
A projeção daSelic para este ano também foi elevada de 13,25% para 13,50% pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC).
O mercado acompanhou ainda as falas do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o evento “Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleição”, organizado pelo Grupo Voto.
Flávio evitou dar pistas sobre o perfil de seu ministro da Fazenda. Disse que fará o anúncio na hora certa e lembrou que seu pai, Jair Bolsonaro, quando candidato à Presidência em 2018, teve que antecipar a divulgação do economista Paulo Guedes como titular da Fazenda por conta da elevada incerteza sobre como seu governo iria comandar a economia.
Segundo ele, a pretensão é formar uma equipe “até melhor” do que a montada pelo ex-presidente.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo
