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Sacre Investimentos
Mercados
14/08/2026
2 min

Dólar sobe 2% na semana com eleições e fiscal no radar

O dólar à vista pela quinta sessão consecutiva avançou ante o real com os investidores ainda digerindo os riscos eleitorais e fiscais, além do anúncio de abertura do processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (14), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2199, em alta de 0,52%. Na […]

Dólar sobe 2% na semana com eleições e fiscal no radar

O dólar à vista pela quinta sessão consecutiva avançou ante o real com os investidores ainda digerindo os riscos eleitorais e fiscais, além do anúncio de abertura do processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira (14), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2199, em alta de 0,52%. Na máxima, a moeda alcançou os R$ 5,2490 (+1,08%).

Na semana, a divisa acumulou alta de 2,68%.

Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em baixa de 0,31%, aos 99,951 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A abertura do processo de reciprocidade pelo governo brasileiro em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, anunciada na noite de quinta-feira (13), trouxe mais um fator de cautela para o mercado de câmbio na sessão de hoje.

Além disso, os riscos eleitorais e fiscais seguem no radar do mercado de câmbio, seguindo a leitura de que é difícil ter um ajuste crível nas contas públicas no próximo governo.

Após o fechamento do mercado, sai a nova pesquisa Quaest, encomendada pelo Grupo Globo, de cenário eleitoral para a disputa à Presidência em 2026.

Na avaliação do economista-chefe do Banco Bmg, Flavio Serrano, o real continua sofrendo com o movimento de aversão a risco nos mercados domésticos.

“O movimento diverge das demais moedas, que se fortalecem contra o dólar. Nos últimos dias, os dados mais fracos de atividade e inflação levaram o mercado a reduzir as apostas de juros nos EUA em 2026, o que explica o movimento de dólar mais fraco no âmbito global”, detalha.

Por aqui, porém, as preocupações com o fiscal estão por trás do movimento descorrelacionado com as demais moedas, afirma Serrano.

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AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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