Dólar sobe a R$ 5,02 com cautela de investidores após pesquisas eleitorais
O dólar à vista subiu ante o real, destoando do movimento do exterior, de olho nas pesquisas de cenário eleitoral, que ditaram o humor do mercado doméstico, com redução na na vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta terça-feira (13), o dólar à vista encerrou […]

O dólar à vista subiu ante o real, destoando do movimento do exterior, de olho nas pesquisas de cenário eleitoral, que ditaram o humor do mercado doméstico, com redução na na vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta terça-feira (13), o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0204, em alta de 0,71%.
O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,39%, aos 102.203 pontos.
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O que movimentou o dólar hoje?
O mercado apresentou cautela após a pesquisa PoderData/Aya mostrar redução na distância entre os dois candidatos ao segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
O senador tem 51% das intenções de votos válidos no segundo turno da eleição presidencial e o presidente da República e candidato à reeleição tem 49%, segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos.
Pela pesquisa BTG Pactual/Nexus, o senador tem 48% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Já no levantamento Futura, Flávio registra 50%, contra 46,6% de Lula, diferença de 3,4 pontos percentuais.
De acordo com Emerson Júnior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, a alta do câmbio ocorreu pelo ajuste de posições de investidores que adotaram cautela à espera de novas pesquisas eleitorais para mensurar o impacto das recentes manifestações pró-Lula, somada à repercussão da mudança da postura de Flávio Bolsonaro, favorável a PEC do fim da escala 6×1.
