Dólar sobe a R$ 5,11 com escalada das tensões no Oriente Médio
O dólar à vista encerrou em alta ante o real com a cautela dos investidores diante da escalada no conflito no Oriente Médio, o que pressionou o petróleo para mais de US$ 101. Nesta quarta-feira (9), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1123, em alta de 0,52%, no mercado à vista. O movimento local […]

O dólar à vista encerrou em alta ante o real com a cautela dos investidores diante da escalada no conflito no Oriente Médio, o que pressionou o petróleo para mais de US$ 101.
Nesta quarta-feira (9), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1123, em alta de 0,52%, no mercado à vista.
O movimento local foi semelhante ao do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,04%, aos 98.830 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
O humor do mercado de câmbio acompanhou o cenário internacional, com a aversão a risco predominando entre os investidores.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) negou, nesta quarta-feira, que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) tenha atingido dois destróieres da Marinha dos EUA no Oriente Médio.
O órgão, por outro lado, afirmou ter atacado dez petroleiros iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Nas últimas 24 horas, a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) registrou ao menos três ataques contra embarcações na região do Golfo Pérsico.
Em meio à escalada das hostilidades, a IRGC anunciou nesta quarta-feira a criação de uma zona marítima restrita com início na região iraniana de Chabahar e extensão por áreas do Golfo de Omã e do Mar Arábico. De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã, embarcações que entrarem na área estarão sujeitas a sanções.
Paralelamente às tensões entre EUA e Irã, o confronto entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, também se intensifica.
O mercado espera ainda a divulgação de importantes dados de inflação dos Estados Unidos, com o primeiro, o índice de preços do produtor (PPI), sendo divulgado na manhã desta quinta-feira (10).
Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, os novos ataques no Golfo Pérsico levam o petróleo para cima com força, reacendendo o temor de pressão inflacionária global às vésperas de decisões de política monetária na zona do euro, no Japão e nos EUA.
“Parte do movimento também reflete um ajuste técnico depois da forte queda recente da moeda americana por aqui. A proximidade das eleições no Brasil segue no radar dos investidores como fonte de incerteza, o que ajuda a conter um avanço ainda maior do dólar”, acrescenta.
A nova pesquisa Meio/Ideia mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno, ambos com 46%.
