Dólar sobe a R$ 5,13 à espera do Copom
O dólar à vista ganhou força ante o real em linha com o avanço dos juros com o mercado à espera da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual. Nesta terça-feira (4), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1309, […]

O dólar à vista ganhou força ante o real em linha com o avanço dos juros com o mercado à espera da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual.
Nesta terça-feira (4), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1309, em alta de 0,86%.
O dólar destoou do desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, recuava 0,02%, aos 99.873 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
Na avaliação da estrategista de ações da Nomad Rebecca Nossig, o principal motor desse movimento de valorização da moeda americana hoje é o cenário doméstico, fortemente influenciado pelo início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A ampla maioria dos investidores do mercado financeiro projeta que o Banco Central anunciará um novo corte na taxa Selic amanhã.
“Quando há uma expectativa concreta de que a taxa de juros do país vai diminuir, os investimentos em renda fixa no Brasil passam a oferecer um rendimento menor. Esse fator reduz o chamado diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, desestimulando a entrada de capital estrangeiro especulativo e, consequentemente, tornando a moeda norte-americana mais escassa e cara”, detalha Nossig.
Além disso, no radar do mercado de câmbio está a notícia do portal Exame de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para novas sanções dos Estados Unidos em resposta a vistos negados.
Segundo a Exame, a medida seria uma resposta da Secretaria do Estado dos EUA à decisão do Brasil de negar vistos a Riley Barnes, secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do do Departamento de Estado americano, e a Samuel Samson, subsecretário-adjunto, que viriam ao país em uma missão diplomática e se reuniriam com Flávio Bolsonaro.
Hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que um acordo com o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser alcançado ainda hoje ou amanhã (5).
A declaração fez com que as cotações do petróleo recuassem. No início da manhã, o ataque a um navio no Estreito de Ormuz trouxe dúvidas quanto a avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
“Estamos em negociações com os iranianos, e acho que há uma chance de chegarmos a um acordo hoje ou amanhã para abrir o estreito e avançarmos em direção a uma situação mais normalizada neste conflito”, disse Bessent em entrevista à CNBC.
Como reflexo, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com queda de 5,26%, a US$ 79,36 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro caiu 5,69%, a US$ 75,77 o barril.
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