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07/07/2026
3 min

Dólar sobe a R$ 5,15 após EUA revogarem a autorização de venda do petróleo iraniano

Dólar sobe a R$ 5,15 após EUA revogarem a autorização de venda do petróleo iraniano

O dólar ganhou força no fim do pregão diante da notícia de que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogou a licença que permitia a venda de petróleo de origem do Irã.

Nesta terça-feira (7), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1528, com alta de 0,41%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,21%, aos 101.058 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio ficou de olho nos novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e nas audiências

Três navios foram atingidos no Estreito de Ormuz, segundo a Marinha do Reino Unido. No entanto, não houve reivindicação de autoria de Washington ou Teerã. O site Axios posteriormente informou que os disparos foram feitos pelo Irã.

Em resposta à escalada de tensões, com o Irã afirmando que só voltaria a negociar de forma diplomática se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parasse de ameaçar que retomaria a guerra, o Departamento do Tesouro norte-americano revogou a autorização para a venda do petróleo iraniano.

A medida, inicialmente, ficaria vigente por 60 dias a partir de 21 de junho. Contudo, as transações de produção, distribuição e vendas passam a ser proibidas.

Por volta de 16h20 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro saltava 5,72%, a US$ 76,13 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico.

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No mesmo horário, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto registrava ganho de 5,50%, a US$ 72,31 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Por aqui, os investidores seguiram atentos às audiências realizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) segue com as audiências públicas sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974.

A expectativa é que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fale hoje nas audiências contra a implementação imediata da tarifa de 25% aos produtos brasileiros.

Em junho, o governo Trump propôs tarifas sobre o Brasil alegando violações comerciais, como desmatamento ilegal e o que chama de práticas desleais em pagamentos eletrônicos, pouco depois de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter se reunido com altos funcionários norte-americanos em Washington.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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