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01/07/2026
4 min

Dólar sobe a R$ 5,21 com sanção dos EUA a empresas brasileiras supostamente ligadas ao PCC

Dólar sobe a R$ 5,21 com sanção dos EUA a empresas brasileiras supostamente ligadas ao PCC

O dólar ganhou força ante o real em dia de pesquisa eleitoral, avanço da moeda globalmente e com sanções dos Estados Unidos a empresas brasileiras supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nesta quarta-feira (1º), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2103, com alta de 0,92%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,19%, aos 101,381 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio, por qui, repercutiu a decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de aplicar sanções a dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o PCC utilizava o sistema financeiro norte-americano para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas.

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A notícia, por afetar empresas sediadas no Brasil e ser a primeira ação concreta dos EUA desde a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, ajudou a pressionar as cotações do dólar. Na máxima, a moeda chegou a subir 1,04%, a R$ 5,2167.

Além disso, a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026 divulgada nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,3% em um cenário de segundo turno entre ambos.

Com 6,5 pontos porcentuais de vantagem e margem de erro de 1 ponto porcentual, Lula segue na liderança isolada pela reeleição. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder somaram 8,9%.

LEIA MAIS: Lula mantém vantagem no 2º turno e Renan Santos se descola de Zema e Caiado no 1º turno, aponta AtlasIntel/Bloomberg

Já no exterior, as falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, foram o centro das atenções no Fórum Anual de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, Portugal.

Warsh sinalizou que a melhora do cenário inflacionário não significa que a autoridade monetária esteja próxima de declarar vitória. “As expectativas de inflação nas primeiras semanas deste período diminuíram; os riscos de inflação também diminuíram”, afirmou.

“Se houver pessoas entre as famílias, no setor empresarial ou nos mercados financeiros que pensaram que este banco central ficaria à vontade com uma inflação acima de 2%, ficarão decepcionadas”, disse, reiterando o compromisso do Fed no controle da inflação.

Segundo plano

A falta de avanços concretos nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguiram no radar dos investidores.

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão se dando muito bem com o Irã e que as recentes reuniões no Catar transcorreram bem.

“A desnuclearização do Irã está avançando bem”, disse Trump aos repórteres. “Houve reuniões muito positivas, e vamos ver.”

EUA e Irã realizaram conversas técnicas na capital do Catar, Doha, nesta quarta-feira, em busca de um acordo sobre o fluxo de navegação pelo Estreito de Ormuz e a garantia de um cessar-fogo duradouro, segundo uma fonte com conhecimento direto das negociações e uma autoridade iraniana.

O genro de Trump, Jared Kushner, e o enviado Steve Witkoff reuniram-se com o primeiro-ministro do Catar — mediador das conversas ao lado do Paquistão — para preparar o terreno para as negociações, mas não participariam das discussões propriamente ditas, informou a fonte com conhecimento direto do assunto.

Apesar disso, os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, recuaram 1,89%, a US$ 71,57 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.

*Com informações de Reuters

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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