Dólar sobe a R$ 5,22 com Oriente Médio e à espera de ata do Fed
O dólar à vista voltou a registrar alta ante o real de olho nos desdobramentos no Oriente Médio, o que pressionou as cotações do petróleo no mercado internacional. Nesta terça-feira (18), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2216, em alta de 0,40%. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador […]

O dólar à vista voltou a registrar alta ante o real de olho nos desdobramentos no Oriente Médio, o que pressionou as cotações do petróleo no mercado internacional.
Nesta terça-feira (18), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2216, em alta de 0,40%.
Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em leve alta de 0,09%, aos 99.660 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
Na geopolítica, não há sinais de acordo para reabrir o Estreito de Ormuz entre Estados Unidos e Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não há conversas em andamento com o Irã, nem nenhuma agendada, acrescentando que o Estreito de Ormuz está aberto.
“Não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com a República Islâmica do Irã. O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas”, disse Trump em publicação na rede Truth Social.
Já o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em declarações publicadas pela mídia estatal na terça-feira que o Estreito permanecerá fechado até que os EUA cumpram as condições de um acordo provisório assinado com o Irã em junho.
Diante disso, as cotações do petróleo Brent para outubro fecharam com alta de 0,17%, a US$ 91,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), de Londres.
O mercado de câmbio aguarda maior detalhamento sobre a última decisão de juros dos Estados Unidos, que manteve os Fed Funds no intervalo entre 3,50% e 3,75%, na ata que será divulgada amanhã, às 15h (horário de Brasília), pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a saída constante de capital estrangeiro da bolsa brasileira soma-se à disputa eleitoral como fator que segue pressionando o real.
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