Dólar sobe na reta final do pregão e fecha a R$ 5,02
O dólar à vista ganhou força na reta final do pregão e descolou do movimento externo, em um pregão marcado por volatilidade dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e petróleo acima de US$ 100 por barril. Nesta quinta-feira (8), o dólar encerrou R$ 5,0241 no mercado à vista, com alta de 0,26%. […]

O dólar à vista ganhou força na reta final do pregão e descolou do movimento externo, em um pregão marcado por volatilidade dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e petróleo acima de US$ 100 por barril.
Nesta quinta-feira (8), o dólar encerrou R$ 5,0241 no mercado à vista, com alta de 0,26%.
O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,14%, aos 102.103 pontos, com Treasuries de longo prazo nas máximas de 24 anos.
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O que movimentou o dólar hoje?
Os investidores locais continuaram a monitorar as movimentações dos candidatos à Presidência, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, se afastam das máximas históricas.
Para Rebecca Nossig, estrategista da Nomad, o comportamento do dólar reflete um movimento de ajuste após ralis recentes de ativos brasileiros, equilibrando a entrada de fluxo estrangeiro com a pressão externa de juros mais altos nas economias desenvolvidas.
“O investidor está em compasso de espera”, avalia Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, citando notícias de que a equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) estuda um ajuste fiscal de cerca de 2% do PIB via corte de despesas obrigatórias.
Mais cedo, a pesquisa PoderData/Aya mostrou Flávio à frente na disputa de segundo turno para a Presidência da República. No embate, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registra 53% dos votos válidos, ante 47% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No domingo (4), Flávio surpreendeu o mercado ao superar Lula no primeiro turno das eleições e abrir uma vantagem de 2,2 milhões de votos frente ao incumbente.
Considerado mais favorável ao mercado, o filho do ex-presidente também é o favorito do mercado para vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, em 25 de outubro.
Nas contas do UBS BB, o dólar pode recuar para R$ 4,50 a R$ 4,60 nos próximos três a seis meses, caso o segundo turno das eleições reforce o resultado da primeira rodada e os preços do petróleo permaneçam favoráveis.
