Dólar sobe pelo 3ª dia consecutivo e fecha a R$ 5,08 com disputa presidencial mais acirrada
O dólar à vista engatou o terceiro dia de ganhos consecutivos com cautela com o cenário eleitoral, após as últimas pesquisas mostrarem uma redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial em segundo turno. Nesta quinta-feira (15), o dólar encerrou R$ 5,0868 no mercado […]

O dólar à vista engatou o terceiro dia de ganhos consecutivos com cautela com o cenário eleitoral, após as últimas pesquisas mostrarem uma redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial em segundo turno.
Nesta quinta-feira (15), o dólar encerrou R$ 5,0868 no mercado à vista, com alta de 1,15%.
O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,51%, aos 102.039 pontos.
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O que movimentou o dólar hoje?
Os riscos locais ditaram a valorização do dólar ante o real.
“A alta da divisa norte-americana foi motiva exclusivamente por fatores domésticos. Os investidores repercutiram uma importante vitória política do presidente Lula com a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado – incluindo voto favorável de Flávio Bolsonaro –, além das pesquisas eleitorais”, avalia Emerson Junior, head da mesa de câmbio da Convexa Investimentos.
Ontem (14), a primeira Quaest do segundo turno mostrou Flávio com 46% e Lula com 44% das intenções de voto. O cenário é de empate técnico, se considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
A mesma diferença entre os candidatos apareceu na pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira. No levantamento, Flávio tem 44% das intenções de voto ante 42% do petista. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, configura empate técnico.
O mercado ainda ficou à espera do Datafolha, que deve ser divulgado hoje logo após o fechamento dos mercados.
Inflação nos EUA
No exterior, os investidores continuaram a repercutir dados de inflação. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de setembro registrou um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior e de 6,3% em relação ao ano anterior — os maiores ganhos mensais e anuais desde 2022.
Os números ficaram acima das expectativas de 0,6% e 5,5% dos economistas consultados pela Dow Jones.
Ontem, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou um avanço de 3,4% para 3,7% em setembro no acumulado dos últimos 12 meses, também acima das expectativas e distante da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Apesar da pressão inflacionário, os agentes financeiros mantiveram as apostas de manutenção dos juros na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, no fim do mês. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 70,7% de chance de o BC manter as taxas na faixa de 3,75% a 4,00% no próximo dia 28.
“O dado reforçou a leitura de inflação persistente e de um Fed focado no combate aos preços após a alta de juros em setembro, mas acabou ofuscado pela continuidade da liquidação das ações de tecnologia, em meio a dúvidas sobre o endividamento por trás dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial”, explica Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
