Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,02 com inflação dos EUA ‘mais forte’ que o esperado
O dólar à vista ganhou força ante moedas globais e emergentes, como o real, após novos dados de inflação reforçarem a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (14), o dólar encerrou R$ 5,0289 no mercado à vista, com alta de 0,17%. O movimento local acompanhou o desempenho do dólar […]

O dólar à vista ganhou força ante moedas globais e emergentes, como o real, após novos dados de inflação reforçarem a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (14), o dólar encerrou R$ 5,0289 no mercado à vista, com alta de 0,17%.
O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,36%, aos 102.542 pontos.
- LEIA TAMBÉM:DXY a 102 pontos: Por que o dólar voltou a ganhar força e o que esperar daqui para frente
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O que movimentou o dólar hoje?
A inflação norte-americana ditou o mercado de câmbio. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,6% no mês de setembro, segundo o Departamento do Trabalho do país. Para comparação, em agosto, o índice havia subido 0,4%.
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,7%, acima do esperado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
“Tivemos um CPI mais forte, que evidencia a resiliência da inflação norte-americana e traz de volta preocupações sobre a trajetória dos juros”, avalia William Castro, estrategista-chefe da Avenue Securities LLC.
Já Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou que “a combinação de núcleo acima do esperado e aceleração anual, com a inflação ainda distante da meta de 2%, reforçou a leitura de que os preços seguem como prioridade do Fed, que elevou os juros em setembro”.
Embora o CPI não seja o índice de referência para inflação do Fed, o dado ajuda a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.
Após o dado, os agentes financeiros voltaram a apostar em uma nova alta nos juros pelo Fed no fim do mês. Pela manhã, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 53,7% de chance de o BC norte-americano elevar os juros para a faixa de 4,00% a 4,25% na decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) em 28 de outubro.
Mas ao longo da tarde, as apostas majoritárias voltaram a ser de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%. No fechamento, a ferramenta mostrava 65,1% de chance de juros inalterados na próxima decisão do Fomc.
