Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mercados
18/09/2026
3 min

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,14 com cenário eleitoral e apostas sobre juros dos EUA

O dólar à vista encerrou a última sessão e a semana em tom positivo com apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e uma possível intervenção no câmbio pelo Japão no radar; Nesta sexta-feira (18), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1442, com alta de 0,10%, no mercado à vista. O movimento […]

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 5,14 com cenário eleitoral e apostas sobre juros dos EUA

O dólar à vista encerrou a última sessão e a semana em tom positivo com apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e uma possível intervenção no câmbio pelo Japão no radar;

Nesta sexta-feira (18), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1442, com alta de 0,10%, no mercado à vista.

O movimento local destoou do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com recuo de 0,04% aos 100.209 pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 0,37% ante o real no mercado à vista.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O que mexeu com o dólar hoje?

As políticas monetárias continuaram a fazer preço no câmbio.

O dólar começou o dia em forte alta com a perspectiva de novas altas nos juros dos Estados Unidos, ainda repercutindo a sinalização do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) na última quarta-feira (16).

Nesta semana, o BC elevou os juros pela primeira vez em três anos, levando a taxa para o intervalo de 3,75% a 3,50% ao ano.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta cerca de 55% de chance de o Fed elevar os juros em outubro e 89,5% de probabilidade de um outro ajuste em dezembro.

A fraqueza do iene depois de uma decisão dividida de aperto monetário no Japão também movimentou o câmbio. Por lá, o Banco Central elevou a taxa para 1,25%, no maior nível em 31 anos, mas sem sinalização sobre os próximos passos – o que frustrou o mercado.

Já no final da tarde, a notícia de que autoridades japonesas fizeram verificações de taxas no mercado cambial fez o dólar perder força, com os operadores considerando o movimento como um indício de intervenção cambial.

“As elevação de juros feitas pelos bancos centrais de EUA, Japão e União Europeia somadas à redução da Selic tendem a beneficiar moedas fortes em relação ao real, mesmo que marginalmente, dado que o juro real continua elevado e beneficiando o carry trade“, avalia Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.

Por aqui, o cenário eleitoral continuou a concentrar as atenções dos investidores. Ontem (17), a pesquisa Datafolha mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) ainda empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais.

O Banco Central vendeu integralmente US$ 1 bilhão em leilões de linha, com liquidação em 22 de setembro e recompra em 2 de abril de 2027.

Foram aceitas quatro propostas, com taxa de corte de 5,495000%. O outro leilão, com recompra em 2 de fevereiro de 2027, não recebeu propostas. A taxa de venda foi de R$ 5,144700 por dólar.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
Distribuído por