Dólar tem leve queda, a R$ 5,10, com aumento da chance de manutenção dos juros nos EUA
O dólar à vista perdeu força pelo quarto dia consecutivo com mudanças nas apostas sobre os juros nos Estados Unidos e novas pesquisas eleitorais. Nesta quinta-feira (3), a divisa encerrou o dia com leve baixa de 0,08%, a R$ 5,1045, no mercado à vista. O movimento local acompanhou o movimento do dólar global. Por volta […]

O dólar à vista perdeu força pelo quarto dia consecutivo com mudanças nas apostas sobre os juros nos Estados Unidos e novas pesquisas eleitorais.
Nesta quinta-feira (3), a divisa encerrou o dia com leve baixa de 0,08%, a R$ 5,1045, no mercado à vista.
O movimento local acompanhou o movimento do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com recuo de 0,62% aos 99,978 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
As apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos movimentaram o mercado de câmbio, na véspera do relatório oficial de empregos não-agrícolas, o payroll, de agosto.
Hoje, o diretor do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) Christopher Waller afirmou que, se os próximos dados confirmarem que as pressões inflacionárias estão diminuindo, ele está inclinado a defender a manutenção da taxa de juros na próxima reunião de política monetária.
“Minha decisão sobre a postura adequada da política monetária será fortemente influenciada pelo que soubermos sobre a inflação de agosto”, disse Waller em evento do Reuters NEXT Newsmaker, em Washington.
“Se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estarei disposto a defender a manutenção da taxa de juros no nível atual”, acrescentou.
Após as declarações, as apostas de alta dos juros na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), no dia 16, diminuíram significativamente.
Perto do fechamento, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de alta de 25 pontos-base na próxima decisão caiu de 63,2% (ontem) para 50,4% hoje. Já a chance de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% subiu de 36,8% para 49,6% no mesmo intervalo.
“A perspectiva de que o Fed manterá os juros em patamares restritivos por mais tempo atua como uma barreira que impede o recuo mais acentuado e definitivo da divisa norte-ameriana no Brasil”, avalia Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
Corrida eleitoral
O acirramento na disputa pelo Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) continuou no centro das atenções dos investidores, mas com efeito mais limitado devido ao movimento externo do dólar.
Ao longo do pregão, o mercado acompanhou novas pesquisas eleitorais. Pela manhã, a PoderData/Aya mostrou o senador numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno: Flávio tem 45% das intenções de voto contra 44% de Lula. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
A pesquisa começou a ser feita em maio e é a primeira vez que Flávio aparece à frente de Lula nas projeções de primeiro turno.
Já na reta final do dia, a Futura também apontou um empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O atual presidente recuou de 46,3% para 45,6% das intenções de voto entre junho e julho, e o senador caiu de 46,2% para 45,2%.
