Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,15 com Warsh e à espera de Copom
O dólar à vista teve um dia volátil com decisões de política monetária em foco. Nesta quarta-feira (16), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1514, com queda de 0,07%, no mercado à vista. O movimento local destoou do dólar global na reta final da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, […]

O dólar à vista teve um dia volátil com decisões de política monetária em foco.
Nesta quarta-feira (16), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1514, com queda de 0,07%, no mercado à vista.
O movimento local destoou do dólar global na reta final da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,65% aos 100.261 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
A política monetária concentrou as atenções dos investidores e ditou o movimento do câmbio. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) elevou os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, como o esperado, e em decisão unânime.
Essa foi a primeira alta nos juros desde julho de 2023.
O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) também divulgou novas projeções para os principais indicadores econômicos e sinalizou mais um ajuste para cima nas taxas de juros ainda neste ano.
Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve um tom ‘hawkish’ ao afirmar que a “inflação está muito alta e já está assim há muito tempo”. “Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”, acrescentou.
Após Warsh, o mercado consolidou a aposta de uma nova alta nos juros até dezembro. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 50,9% de chance de elevação na decisão de outubro, contra 49% de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano.
Já para a decisão seguinte, em dezembro, a aposta majoritária é de elevação, com 87,7% de probabilidade de pelo menos um ajuste de 25 pontos-base.
Em linhas gerais, quanto mais o Fed subir os juros, melhor para o dólar, que se torna comparativamente mais atrativo à medida que os rendimentos dos Treasuries também sobem, reduzindo o apetite por risco em outros mercados como o Brasil.
À espera de Copom
Por aqui, o mercado operou à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve ser divulgada logo após o fechamento dos mercados. Na atualização mais recente, as Opções do Copom da B3 apontavam 94,5% de chance de o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, de 14% para 13,75% ao ano.
Dados de atividade econômica ficaram em segundo plano. Mais cedo, o BC divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,2% em julho, leitura mais fraca do que a esperada.
