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InvestMercados
21/07/2026
2 min

Dona do Ozempic processa fabricante do Mounjaro por propaganda enganosa

Dona do Ozempic processa fabricante do Mounjaro por propaganda enganosa

A disputa entre as gigantes farmacêuticas Novo Nordisk e Eli Lilly no mercado de medicamentos para obesidade nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo jurídico. A fabricante dinamarquesa entrou com um processo na Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, acusando a concorrente de veicular publicidade enganosa sobre a eficácia de seus medicamentos para perda de peso e diabetes, incluindo comparações com os produtos da própria Novo.

Segundo a ação, a Eli Lilly teria usado dados desatualizados detestes clínicos para sustentar que seu medicamento para emagrecimento, o Zepbound, proporcionaria uma redução de peso superior à do Wegovy, da Novo Nordisk. Além disso, a companhia teria alegado que seu medicamento para diabetes, Mounjaro, seria mais eficiente do que o Ozempic da rival no controle dos níveis de açúcar no sangue.

O processo busca uma liminar que proíba a Eli Lilly de continuar com as propagandas, além de exigir a correção das informações e a devolução de qualquer lucro obtido com a campanha considerada enganosa. Até o momento, a Eli Lilly ainda não apresentou defesa formal, de acordo com informações do Financial Times.

Ainda segundo o jornal, John Kuckelman, diretor jurídico da Novo Nordisk, disse que a empresa já havia enviado uma notificação extrajudicial à concorrente em abril, mas não recebeu resposta. Lilly teria apenas acrescentado um aviso discreto indicando que a dose mais alta do Wegovy (7,2 mg), aprovada pelo FDA em março, não estava incluída nos testes que indicavam a superioridade do Zepbound. Para Kuckelman, o pequeno aviso não corrige a publicidade enganosa.

O processo chega em um momento de intensa competição entre as duas empresas, que são as únicas com produtos aprovados no mercado bilionário de medicamentos para perda de peso nos Estados Unidos. A Eli Lilly detém atualmente vantagem em participação de mercado, mas a Novo Nordisk vem ganhando espaço com o Wegovy, lançado em janeiro nos EUA, antes que a versão oral da Eli Lilly estivesse disponível para pacientes, em abril.

Além da disputa de injetáveis, ambos os grupos estão preparandoversões orais dos medicamentos, o que pode ampliar ainda mais o acesso e a adesão aos tratamentos, tornando o mercado ainda mais competitivo.

AutorLetícia Furlan
FonteExame
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