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Sacre Investimentos
Economia
15/06/2026
3 min

Dono do ChatGPT estava errado sobre o impacto da IA nos empregos; veja quais profissões são as mais ameaçadas

Dono do ChatGPT estava errado sobre o impacto da IA nos empregos; veja quais profissões são as mais ameaçadas

A tecnologia é recente. Lançada em 2022, ainda não se sabe quais serão os impactos gerados pela Inteligência Artificiala longo prazo, sobretudo no mercado de trabalho.

A incerteza é o que justamente gera pânico, mas há quem tente antecipar os seus efeitos — como foi o caso do próprio CEO da OpenAI, Sam Altman.

Em uma conferência virtual do Commonwealth Bank of Australia, Altman afirmou que a IA não causou o “apocalipse dos empregos” que ele antes previa e declarou “estar feliz” pelo seu engano.

O problema é que sua visão difere daquela do Goldman Sachs, um dos maiores bancos do mundo. A instituição calcula que cerca de 11 mil empregos estão sendo eliminados pela IA por mês.

Os mais ameaçados

Segundo Altman, a OpenAI acertou em parte sobre o que o ChatGPT poderia fazer quando foi lançado, mas errou feio em prever quais seriam as implicações sociais e econômicas da tecnologia.

Essa ideia é reforçada pelos dados da Goldman Sachs, que apontaram que a relação da IA com cerca de 136 mil demissões em um período de três anos.

Entre as profissões mais expostas, de acordo com um estudo da Microsoftrealizado em 2025, estão:

  • Jornalistas e analistas de notícias
  • Redatores e editores
  • Tradutores e intérpretes
  • Cientistas de dados
  • Desenvolvedores web
  • Profissionais de atendimento ao cliente
  • Analistas de mercado e gestão
  • Relações públicas e marketing
  • Professores de ensino superior (especialmente áreas de negócios)

Todas têm em comum o processamento de informação, o reconhecimento de padrões e a comunicação estruturada, exatamente onde a inteligência artificial mais avança.

  • LEIA TAMBÉM: A tesoura invisível da IA: como a tecnologia já está acabando com empregos e mudando o jeito de investir - Seu Dinheiro

A compensação

As demissões são compensadas pela construção de datacenters — instalações físicas de empresas de tecnologia onde ficam armazenadas máquinas e equipamentos de computação —, imprescindíveis para o funcionamento das IAs.

De acordo com a pesquisa da Goldman Sachs, o setor foi responsável, nos três últimos anos, pela criação de 212 mil vagas e cerca de 9 mil empregos por mês.

Ainda assim, especialistas alertam que muitos desses postos podem não durar tanto quanto o esperado após a conclusão das instalações dos datacenters.

Inexperientes sofrem mais

Altman pode ter sentido certo alívio pela ausência de um “apocalipse de empregos”, mas o CEO ressalta que os riscos permanecem, especialmente diante da possibilidade da IA impactar o mercado de trabalho diferentemente do esperado incialmente.

Um desses sinais já aparece nos dados da Goldman Sachs, que apontam uma leve correlação entre a adoção de IA e o desemprego entre trabalhadores com menos de 30 anos em início de carreira.

Isso ocorre porque, no primeiro degrau profissional, o valor desses trabalhadores costuma estar ligado à execução de tarefas operacionais e ao aumento da produtividade — funções que a IA também é capaz de desempenhar.

Assim, a preocupação da Goldman é que os ganhos de produtividade gerados pela IA beneficiem mais os profissionais experientes do que aqueles que ainda estão começando.

*Com informações do portal Barchart.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorIsabella Scaramucci
FonteSeu Dinheiro
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