Drones ucranianos atingem instalações na Rússia às vésperas de evento de Putin

Drones ucranianos atingiram instalações energéticas e militares em São Petersburgo nesta quarta-feira, 3, poucos dias antes do discurso do presidente russo, Vladimir Putin, no Fórum Econômico Internacional da cidade.
O Kremlin prometeu responder aos ataques, enquanto a guerra na Ucrânia segue sem perspectivas de avanço nas negociações de paz.
Segundo autoridades russas, várias infraestruturas foram danificadas, mas não houve registro de mortes. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a resposta de Moscou será "sistemática".
O ataque ocorreu um dia após bombardeios russos que deixaram 23 mortos na Ucrânia e reforça a escalada de ações entre os dois países, mais de quatro anos após o início da ofensiva russa.
Kiev diz ter atingido terminal de petróleo e base militar
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os drones atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo e uma base militar em Kronstadt. Segundo ele, a operação faz parte de uma estratégia de "sanções de longo alcance" contra a Rússia.
As explosões provocaram o fechamento temporário do principal aeroporto da cidade e atrasos em voos entre Moscou e São Petersburgo.
Autoridades ucranianas disseram que a ofensiva também buscava afetar o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, principal evento econômico da Rússia, que começa nesta semana e deve reunir cerca de 20 mil participantes de 130 países.
Fórum econômico reflete isolamento da Rússia
Antes da guerra, o encontro era conhecido como o "Davos russo" e costumava receber líderes de países ocidentais. Desde 2022, porém, o evento passou a reunir principalmente aliados de Moscou.
Neste ano, a Rússia receberá representantes de países como Uzbequistão, Tanzânia, Cuba, Belarus, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Enquanto isso, a Ucrânia intensifica ataques contra instalações militares e energéticas russas. Moscou informou ter interceptado 354 drones ucranianos durante a madrugada em diversas regiões, incluindo a Crimeia anexada.
*Com AFP
