Durigan anúncia retirada de subvenção da gasolina na próxima semana

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (1º) que a subvenção dada pelo governo para conter os preços da gasolina será revertida na semana que vem, dada a estabilização nos preços dos combustíveis.
Em entrevista à Record, que teve trecho exibido pelo Jornal da Record, o ministro disse que sua equipe está revisando a subvenção de 44 centavos ao litro da gasolina, para fazer o anúncio na semana que vem.
“Nos próximos dias, nós vamos anunciar também uma revisão dessa subvenção da gasolina. Nós vamos reverter”, antecipou Durigan. Questionado sobre quando seria o anúncio, ele respondeu que será na próxima semana.
O governo deu início à retirada gradual das subvenções aos combustíveis, a começar pelo fim, hoje, da primeira parcela (35 centavos) de subsídio para o óleo diesel. Na entrevista à Record, Durigan lembrou que o diesel segue com a subvenção extra de R$ 1,12.
Sanções a empresas brasileiras
Na entrevista, Dario Durigan também reagiu às primeiras sanções do governo dos Estados Unidos contra brasileiros e empresas por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil, são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf Conselho de Controle de Atividades Financeiras, é a Receita Federal”, disse o ministro.
A posição do Brasil, emendou o ministro, é que outros países contribuam a esse combate dentro da cooperação internacional, compartilhando informações que possam contribuir com a repressão a criminosos.
“E se eles americanos a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC atingirem uma empresa legal? Esse é o problema, o cidadão não sabe como recorrer”, afirmou o ministro. Hoje, o governo americano anunciou as primeiras sanções contra brasileiros e empresas por suposto elo com o PCC desde que a facção foi classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.
As sanções atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.
No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que a facção representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”. Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro americano para lavar dinheiro.
