É hora de colocar na carteira? Citi vê 12 gatilhos que podem impulsionar a IRB (IRBR3)
O Citi avalia que há 12 catalisadores positivos para a IRB IRB (IRBR3) a partir de 2027 que podem sustentar crescimento dos prêmios, expansão dos resultados, geração de caixa e retorno aos acionistas. Refletindo essas oportunidades, o banco elevou as estimativas da companhia para os próximos anos, resultando em um aumento do preço-alvo para R$ […]

O Citi avalia que há 12 catalisadores positivos para a IRB IRB (IRBR3) a partir de 2027 que podem sustentar crescimento dos prêmios, expansão dos resultados, geração de caixa e retorno aos acionistas.
Refletindo essas oportunidades, o banco elevou as estimativas da companhia para os próximos anos, resultando em um aumento do preço-alvo para R$ 74 por ação, ante R$ 64 anteriormente, o que representa um potencial de valorização de 19,4%.
“O interesse dos investidores pela companhia continua aumentando, especialmente nas últimas semanas, à medida que o IRB oferece uma combinação de fundamentos em melhora e valuation atrativo. Continuamos identificando um potencial significativo de valorização e, portanto, reiteramos nossa recomendação de compra“, detalha o banco.
De acordo com o Citi, alguns dos fatores identificados que podem influenciar no crescimento das receitas são:
- maior penetração do seguro agrícola;
- expansão para determinadas linhas de seguros primários;
- ampliação da presença internacional por meio das operações na Suíça e em Malta.
Além disso, o banco considera que a reconstrução da operação de seguros de Vida e o potencial retorno para o Brasil de prêmios de resseguros atualmente contratados no exterior podem sustentar um crescimento contínuo dos prêmios ao longo do tempo.
Por volta das 16h37 (horário de Brasília), IRBR3 subia 2,76% (R$ 63,71).
Geração de capital
A expectativa do banco é de que menores custos de retrocessão, uma gestão mais eficiente dos riscos climáticos e iniciativas contínuas de eficiência sustentem a rentabilidade do negócio de subscrição e os retornos.
Além disso, o Citi considera que os benefícios tributários, incluindo uma alíquota de 0% de IVA sobre resseguros, uma menor alíquota tributária estatutária e uma utilização mais acelerada dos ativos fiscais diferidos (DTA) podem aumentar significativamente a geração de caixa.
“Combinados com o excesso de capital, esses fatores podem permitir maiores distribuições de dividendos ao longo do tempo”, afirma no relatório.
Contudo, o banco prevê um segundo semestre mais fraco, principalmente em razão do ajuste contábil não caixa remanescente relacionado ao PIS/Cofins.
Nos cálculos do Citi, o ajuste deverá gerar um impacto de aproximadamente R$ 148 milhões antes dos impostos no período, levando o impacto total estimado no resultado antes dos impostos de 2026 para R$ 228 milhões.
Outro ponto que está no radar do banco são maiores sinistros na América Latina. Como consequência, houve uma redução na estimativa de lucro líquido reportado para 2026 para R$ 520 milhões.
Por outro lado, o Citi elevou a projeção de lucro líquido de 2027 em 15%, para R$ 800 milhões, refletindo uma melhora no perfil de resultados e a ausência dos fatores negativos que devem afetar 2026.
Com as estimativas revisadas, a ação está sendo negociada a apenas 6,3 vezes o preço em relação ao lucro (P/L) estimado para 2027, ao mesmo tempo em que oferece um rendimento de dividendo atrativo de cerca de 8%.
