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Sacre Investimentos
Economia
23/06/2026
2 min

É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (22) um novo tratamento para os sintomas da menopausa que não utiliza hormônios.

A agência aprovou a chegada do fezolinetanto ao país através do Veoza, medicamento desenvolvido pela Astellas Farma.

O tratamento acontece por meio do consumo diário de um comprimido e é voltado para mulheres que não podem ou preferem não recorrer a terapia com reposição hormonal.

Como funciona o tratamento da menopausa sem hormônio?

As ondas de calor e os suores noturnos são dois dos grandes sintomas que o fezolinetanto busca tratar.

A substância bloqueia o receptor específico no qual a neurocinina B se encaixa nos neurônios. Sem a conexão, o hipotálamo regula a temperatura corpórea de maneira mais estável.

Ao invés de repor o estrogênio, hormônio usado nos demais tratamentos, o remédio ajuda a equilibrar o controle de temperatura do cérebro. Assim, a intercorrência e a intensidade dos sintomas são reduzidos.

A importância do remédio vai além do tratamento dos sintomas da menopausa. Quando as ondas de calor e os suores noturnos não são tratados, há o aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

O fezolinetanto funciona?

A aprovação da Anvisa acontece após os resultados de três ensaios clínicos de Fase 3. Os testes incluíram mais de 3 mil pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo os dados, o fezolinetanto mostrou eficácia e segurança de curto e longo prazos. Além disso, o tratamento mostrou melhora na frequência e na intensidade dos sintomas.

Os resultados foram percebidos no primeiro dia de uso do remédio.

Ainda não foi divulgada uma data de lançamento no mercado brasileiro nem o preço recomendado do medicamento. Isso ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorMaisa Leme
FonteMoney Times
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