Economia espacial cresce impulsionada por satélites, dados e conectividade

A economia espacial deixou de ser um tema restrito a governos e missões científicas para se consolidar como um ecossistema comercial cada vez mais amplo.
Esse mercado reúne empresas de lançamentos, fabricantes de satélites e componentes, operadoras de comunicação, serviços de geolocalização e companhias de observação da Terra.
Em 2024, a economia espacial global alcançou o recorde de US$ 613 bilhões, com o setor comercial respondendo por 78% da atividade.
Projeções do Fórum Econômico Mundial e da McKinsey indicam que esse universo pode atingir US$ 1,8 trilhão até 2035, impulsionado pela redução dos custos, pela ampliação do acesso ao espaço e pela crescente incorporação de serviços orbitais às atividades tradicionais.
A principal avenida de crescimento não está apenas no turismo espacial ou na exploração de outros planetas, mas sobretudo na infraestrutura que conecta o espaço à economia terrestre.
Telecomunicações por satélite, navegação e posicionamento, monitoramento climático, agricultura de precisão, segurança, logística e transmissão de dados vêm ampliando a demanda por lançamentos, constelações e equipamentos orbitais.
A Agência Espacial Europeia estima que somente o mercado downstream, responsável por transformar sinais e dados espaciais em serviços para consumidores e empresas, movimentou aproximadamente € 490 bilhões em 2025.
Esse dado mostra que o valor econômico do setor já está menos concentrado nos foguetes e mais nas aplicações recorrentes construídas sobre essa infraestrutura.
Nesse contexto, o Global XSpace Tech ETF (Nasdaq: ORBX | B3: ORBX39) oferece uma forma diversificada de exposição à cadeia espacial, reunindo empresas ligadas a sistemas de lançamento, foguetes reutilizáveis, componentes, softwares, transporte orbital, comunicações por satélite, análise de dados e exploração espacial.
O fundo possui 37 companhias, taxa de administração de 0,50% e exposição predominante aos Estados Unidos, combinando empresas mais consolidadas com negócios ainda em fase de expansão.
Trata-se de uma tese estruturalmente promissora, mas também intensiva em capital e sujeita a elevada volatilidade, dependência de contratos públicos, riscos tecnológicos e longos prazos de maturação.
Por isso, enxergamos o ORBX como uma posição temática e complementar em uma carteira diversificada, voltada à captura do crescimento de longo prazo da economia espacial.
