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16/07/2026
3 min

Ecopetrol ganha aval da CVM para seguir com OPA da Brava Energia

Ecopetrol ganha aval da CVM para seguir com OPA da Brava Energia

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado nesta quarta-feira, 15, que o órgão máximo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o regulador que fiscaliza o mercado de ações no Brasil, decidiu a favor da Ecopetrol, petroleira estatal colombiana que está tentando adquirir o controle da empresa brasileira.

O aviso foi assinado pelo diretor financeiro da Brava, Luiz Carvalho. Segundo ele, a CVM avisou a companhia que aceitou o pedido feito pela Ecopetrol para que a compra da Brava pudesse seguir em frente, depois de ficar travada por mais de um mês.

Por que a compra estava parada

A tentativa da Ecopetrol de assumir o controle da Brava passa por uma oferta pública de compra de ações (OPA), um processo em que uma empresa se propõe a comprar as ações de outra diretamente dos acionistas, mediante autorização da CVM.

Em 8 de junho, a CVM pediu que a Ecopetrol fizesse alguns ajustes nas regras dessa oferta. A colombiana discordou das exigências e recorreu ao colegiado do regulador para que a decisão fosse revista. A operação ficou suspensa enquanto o recurso estava sendo julgado.

O que muda agora

Com a decisão favorável à Ecopetrol, a compra pode seguir em frente. A CVM determinou, no entanto, que a colombiana ainda precisa fazer alguns ajustes no texto da oferta antes de marcar uma nova data para o leilão. A Brava disse que vai avisar o mercado assim que houver novidades.

A proposta da Ecopetrol pela Brava

A negociação tem duas partes. A primeira já está fechada: em 23 de abril, a Ecopetrol combinou a compra de cerca de 26% das ações da Brava, pagando R$ 24 por ação, diretamente com três grandes investidores da empresa: os fundos Jive, Yellowstone e o grupo Quantum/Somah. Esse acordo já está assinado e não pode mais ser desfeito.

A segunda parte é a compra aberta a todos os outros acionistas. Para chegar aos 51% das ações necessários para assumir o controle da empresa, a Ecopetrol precisa comprar mais 25% do total dos papéis, oferecendo R$ 23 por ação a quem quiser vender. Esse valor é 27,8% mais alto do que a média de preço da ação nos três meses anteriores ao anúncio da oferta. A data do leilão, que estava marcada para 25 de junho, ainda precisa ser remarcada.

Se a compra for concluída, a Brava passa a ser controlada, de forma indireta, pelo governo da Colômbia, já que o Estado colombiano é dono de 88% da Ecopetrol. A empresa colombiana já disse que pretende manter a Brava listada na bolsa brasileira, a B3, por pelo menos um ano após a conclusão do negócio.

AutorMitchel Diniz
FonteExame
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