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Sacre Investimentos
NegóciosMPOL
30/08/2026
5 min

Ela não encontrou cadeiras bonitas para a festa do filho — e criou um negócio de US$ 295 mil

Com US$ 2 mil e uma ideia aparentemente simples, empreendedora identificou uma lacuna no mercado de festas infantis e transformou o problema em uma empresa lucrativa, contou a revista Inc.

Ela não encontrou cadeiras bonitas para a festa do filho — e criou um negócio de US$ 295 mil

Tayo Lanlehin só queria encontrar cadeiras que combinassem com a decoração do primeiro aniversário do filho. Descobriu, porém, que havia uma abundância de opções para os adultos e quase nenhuma alternativa que fosse pensada para as crianças — e que também tivesse apelo visual.

O que poderia ter sido apenas uma frustração na organização da festa acabou se tornando uma oportunidade de negócio.

Em vez de aceitar a falta de opções, Lanlehin fez uma pergunta simples: se ela estava tendo dificuldade para encontrar esse produto, quantas outras pessoas poderiam estar enfrentando o mesmo problema? A resposta veio na forma de um investimento de US$ 2 mil e, três anos depois, de um negócio que faturou US$ 295 mil em 2025.

A história foi contada pela Inc., que aponta o empreendimento como um exemplo de como encontrar uma demanda pouco atendida pode ser mais importante do que criar um mercado completamente novo.

A lacuna estava no mercado de festas

Em abril de 2022, Lanlehin decidiu testar sua ideia. Ela encomendou quatro modelos de cadeiras infantis, com 20 unidades de cada, e guardou o estoque no porão da casa onde vive com o marido, Dolu Lanlehin, seu sócio no negócio.

Assim nasceu a Bay Area Kids Rentals, empresa especializada no aluguel de mobiliário para festas infantis. A aposta era em produtos diferentes do que já estava disponível no mercado: cadeiras de madeira e metal em tons pastel, modelos de vime e mesas com forte apelo visual para fotografias.

O primeiro passo também serviu como teste de demanda. O casal criou uma página no Instagram e começou a entrar em contato com organizadores de eventos. Os pedidos chegaram rapidamente — inclusive por produtos que eles ainda não tinham em estoque.

"Eu pensei: 'Ok, isso é sério mesmo', então comprei mais mesas, algumas com estilos personalizados, e eles continuaram entrando em contato", disse Lanlehin em um episódio recente do podcast Side Hustle Nation.

A ideia simples virou um negócio de US$ 295 mil

Segundo a Inc., a empresa foi lucrativa desde o início, impulsionada justamente por sua oferta especializada. O negócio não criou uma nova indústria nem inventou uma tecnologia. Fez algo mais simples: encontrou um nicho pouco explorado dentro de um mercado já consolidado e desenvolveu uma solução específica para ele.

Para conquistar os primeiros clientes, Lanlehin também não esperou que eles simplesmente encontrassem sua página nas redes sociais. Ela procurou organizadores de festas, construiu relacionamentos e chegou até a abordar diretamente potenciais clientes.

“Fiz uma lista dos diferentes organizadores de eventos que consegui encontrar online e comecei a segui-los nas redes sociais, reunindo fotos dos nossos produtos, enviando uma lista de preços como se fosse um cardápio, contando o que fazemos, falando sobre nós, me apresentando”, disse ela.

Instagram virou vitrine e canal de vendas

As redes sociais acabaram assumindo um papel central na expansão do negócio. O Instagram funcionava tanto como ferramenta de divulgação quanto como uma espécie de catálogo de inspiração para pais que planejavam festas futuras.

Para um produto essencialmente visual, cada evento também podia gerar conteúdo para atrair novos clientes. E, muitas vezes, a estratégia de marketing continuava funcionando mesmo antes de uma compra acontecer.

“Eu perguntei como vocês nos encontraram?”, disse ela. “Ela respondeu: ‘Olha, eu acompanho vocês há um tempão. Só não tinha um evento marcado.’ Aí eles se mudaram para uma casa muito bonita. E depois ela disse: ‘É, vou fazer a festa de aniversário dos meus filhos como festa de inauguração da casa, e vou reservar os quartos de aluguel para as crianças deles.’”

O negócio ainda é paralelo

Mesmo com o crescimento da Bay Area Kids Rentals, Lanlehin continua trabalhando em tempo integral em uma empresa do setor de saúde. Isso obrigou a empreendedora a aprender a delegar tarefas e a montar uma equipe capaz de manter o padrão dos produtos e do atendimento.

Ela e o marido avaliam agora como expandir a empresa. Entre as possibilidades estão ampliar o modelo de franquias ou abrir um espaço físico, mas as discussões ainda estão em estágio inicial.

Uma das principais lições da trajetória, segundo Lanlehin, foi perceber que esperar pelo momento ou produto perfeito pode impedir uma ideia de chegar ao mercado.

“Acho que às vezes, quando queremos começar algo, pensamos demais, planejamos demais, e às vezes é simplesmente 'vamos lá'”, disse ela.

Começar pequeno, mas entender o negócio

Segundo a Inc., a estratégia de crescimento da empresa também passa por disciplina. A Bay Area Kids Rentals adiciona novos produtos ao portfólio apenas quando eles fazem sentido para o negócio principal e há uma demanda clara dos clientes.

A Bay Area Kids Rentals cobre seus custos de aquisição após apenas seis aluguéis. A empresa também só adiciona produtos complementares quando eles agregam ao negócio principal e existe demanda comprovada dos clientes.

Para quem pensa em transformar uma necessidade percebida no dia a dia em um negócio, ela deixa um conselho: começar pequeno não é um problema — desde que o empreendedor conheça bem o mercado que está entrando.

“Tente entender muito bem o setor”, disse Lanlehin. “E não tenha medo. Mesmo que você tenha que começar pequeno, tudo bem. O que me ajudou foi simplesmente trazer minha própria personalidade para o que eu estava fazendo. … Nós nos destacamos porque trouxemos algo novo e inovador para o mercado, e acho que isso é importante quando você está começando.”

AutorRebecca Crepaldi
FonteExame
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