Eleição é plebiscito sobre Lula, e população rechaçou o legado dele, diz Walter Marciel
Walter Maciel avalia o 1º turno de 2026, fala em rejeição ao legado de Lula, impacto no mercado e alerta para a piora fiscal do Brasil

A eleição presidencial de 2026 tem se consolidado como um plebiscito sobre o governo Lula, e o resultado do primeiro turno mostra a população “rechaçando” o legado do presidente. A análise é de Walter Maciel, CEO da AZ Quest.
“Essa eleição é o último jogo dele, a última Copa dele. É um veredito sobre o legado dele”, disse, durante participação em live do Market Makers, parceiro do Money Times.
O enfraquecimento político do presidente tem relação direta com temas que o governo evitou desde o início do mandato, segundo Maciel.
“Desde o dia 1 ele não quis falar sobre segurança pública, corrupção e também não quer falar sobre economia.”
O CEO da AZ Quest também apontou que quem apostou em uma postura de neutralidade nas eleições saiu derrotado nas urnas. “Quem ficou no muro apanhou”, afirmou Maciel, que é eleitor declarado de Flávio Bolsonaro.
Ibovespa dispara 10% amanhã?
Sobre a expectativa de reação do mercado ao resultado do primeiro turno, o gestor disse esperar uma disparada de 10% do Ibovespa na abertura do pregão desta segunda-feira (5).
Na noite deste domingo, o EWZ – principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York – disparava mais de 7%.
Ao comentar o cenário econômico, Maciel fez uma distinção entre os fundamentos estruturais do Brasil e a condução das contas públicas. Segundo ele, o país atravessa um dos melhores momentos das últimas décadas em termos de condições macroeconômicas.
“O Brasil está no melhor momento em termos de fundamento macro”, afirmou. Entre os fatores positivos, ele citou a posição do país como exportador relevante de alimentos e petróleo, o elevado volume de reservas internacionais e a existência de um mercado interno considerado vibrante.
Apesar desse diagnóstico favorável, o CEO da AZ Quest alertou que a deterioração fiscal continua sendo o principal ponto de preocupação para investidores. Na visão dele, o problema das contas públicas tem potencial para comprometer os avanços observados em outras áreas da economia.
“A gente tem um problema fiscal que está nos afundando e pode nos levar para a UTI”, afirmou.
